Jun 17, 2025 |
A revista Africa Geographic anunciou os vencedores de um dos mais prestigiados concursos de fotografia de vida selvagem do continente, o Photographer of the Year 2025. Realizado em parceria com a Ukuri e a African Parks, o concurso celebra o esplendor natural e humano de África.
Este ano, o concurso voltou a atrair milhares de fotógrafos de todo o mundo e teve como pano de fundo um tema surgiu de forma quase guiada pela própria natureza: o movimento. As imagens vencedoras captaram momentos efémeros e poderosos — como um falcão-lanário mergulhando entre tentilhões em fuga, um colhereiro sacudindo gotas durante o banho ou o olhar atento de um gorila seguindo o voo de uma borboleta.
A vencedora do Africa Geographic Photographer of the Year 2025 é a fotógrafa Christina Schwenck, com a impressionante imagem intitulada “Casting Off” — um leopardo encharcado sacudindo a chuva da noite no Parque Nacional Kruger, na África do Sul.
Segundo o comentário do corpo de juízes do prémio “a fotografia de Christina é uma aula magistral de simplicidade e timing. Um leopardo cristalino a sacudir-se, espalhando um halo de gotículas de água, é emoldurado pelas linhas sinuosas da árvore. Capturada no meio de uma tempestade, a imagem equilibra o caos e a calma com graciosidade. A composição é lindamente controlada – o olho aberto e focado do leopardo atrai o espectador para dentro, ancorando o spray rodopiante e conferindo à foto uma intimidade rara”. “A paleta de cores — verdes e castanhos ricos, pêlo dourado, flashes de água branca — reflete o mato encharcado pela tempestade em alto contraste. O ângulo escolhido, diretamente na linha de visão do leopardo, coloca o espectador numa proximidade tranquila. Esta não é apenas uma foto tirada no momento perfeito, mas também profundamente evocativa”, acrescentam.
A grande vencedora Christina Schwenck diz, sobre este instante, que “avistámos o leopardo a dormir numa árvore e decidimos esperar. Após um longo período de suspense, com o meu dedo no botão do obturador da câmara, o leopardo de repente levantou a cabeça e sacudiu a água do seu pelo molhado. Em segundos, a natureza morta transformou-se numa explosão de gotículas de água, no meio da qual o olho alerta do grande felino parecia estar a olhar diretamente para a abertura da minha câmara. A foto foi tirada num dos meus primeiros safáris, que despertou a minha paixão pela fotografia da vida selvagem. Só mais tarde percebi o quão raro foi o momento que consegui capturar com essa foto. Mesmo hoje, depois de inúmeras viagens fotográficas maravilhosas a vários países africanos, esse momento ainda é um dos meus destaques fotográficos”.
Os finalistas apresentam uma colecção impressionante de imagens captadas nos quatro cantos de África. Entre os destaques, encontram-se o famoso Boswell – O elefante de Mana Pools, conhecido pela sua postura bípede ao alimentar-se, exibe-se ao pôr-do-sol. Zimbabué, uma fotografia de Jordan Fry.
Destacamos também o trabalho de Devon Jenkin que capta a vigilância no delta – um jovem leão vigia os restos de um elefante, em cena comovente no Delta do Okavango.
Num duelo empoeirado, dois facoceros envolvem-se numa luta prolongada e feroz na Conservação de Shompole, Quénia, na objectiva de Alex Appleby e ainda uma tempestade alada em que milhares de queléias-de-bico-vermelho formam uma onda em movimento sobre as planícies do Parque Nacional Kruger, na África do Sul.
Estes são alguns exemplos de uma vasta galeria que pode e deve ser vista no site da revista Africa Geographic.
Fotos: Africa Geographic / Christina Schwenck







