Jun 16, 2026 |
A meta foi anunciada na RENMOZ 2026, que reuniu em Maputo investidores, empresas e decisores do sector energético.
A Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER) prevê que a taxa de electrificação em Moçambique atinja 65 por cento até ao final de 2026, impulsionada pelo reforço do investimento e pela aceleração de projectos estruturantes no sector da energia. A projecção foi apresentada esta quarta-feira, em Maputo, durante a abertura da 5.ª Conferência Empresarial de Energias Renováveis em Moçambique (RENMOZ 2026).
O encontro decorreu nos dias 11 e 12 de Junho, poucos dias depois da realização do Fórum Empresarial Moçambique-União Europeia, que, segundo os organizadores, permitiu mobilizar novos financiamentos para áreas consideradas estratégicas, como a energia e a água.
Na sessão de abertura, o presidente da AMER, Ricardo Pereira, afirmou que “temos uma taxa de electrificação acima de 60%, com projecções de 65% de acesso à electricidade já por via de fontes energéticas. Está claro que Moçambique deixou apenas de ser uma promessa para passar a ser um mercado”, declarou.
O responsável destacou ainda os resultados do fórum com a União Europeia, referindo que o evento confirmou a mobilização de mais de 300 milhões de euros em investimentos, dos quais 178 milhões de euros serão canalizados directamente para os sectores da energia e da água, de acordo com o Diário Económico.
Segundo Ricardo Pereira, a RENMOZ 2026 foi desenhada para ir além do debate conceptual, procurando apresentar soluções práticas para o desenvolvimento do sector, desde a produção de energia até ao financiamento e aos mercados de carbono. “Não falamos apenas do que deve ser feito, mas quem faz, com quê, com quem e até quando”, referiu.
Também presente na conferência, a presidente da Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), Mayra Pereira, defendeu que o principal desafio passa agora por converter o potencial energético do país em projectos concretos, financiados e com impacto efectivo no terreno.
Para a responsável, “a RENMOZ existe para criar as condições para que as decisões aconteçam, para que as conversas continuem depois da conferência e para que a confiança necessária ao investimento seja construída”, explicou.
No encerramento das intervenções, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, considerou que a conferência surge num momento importante, após a conclusão de um ciclo de reformas destinadas a tornar o sector energético mais atractivo ao investimento privado.
O governante destacou a aprovação recente de instrumentos como a nova Lei da Electricidade, o Regulamento de Concessões e a Taxa de Acesso Universal, medidas que, segundo afirmou, deverão reforçar a credibilidade e a segurança jurídica no sector.
“A aprovação desses instrumentos responde à necessidade do Governo de atrair mais investimentos para esta área, trazendo mais credibilidade, transparência e segurança jurídica”, declarou.
Foto: Diário Eocnómico




