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Kambaku

ANAC procura parceiro para co-gestão das Ilhas Primeiras e Segundas

Mar 17, 2026 |

A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) iniciou o processo de identificação de um parceiro para co-gerir a Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas, nas províncias de Nampula e Zambézia.

A área protegida é composta por dez ilhas e abrange cerca de 1 040 926 hectares, incluindo aproximadamente 205 quilómetros de linha costeira. O território estende-se pelos distritos de Angoche, Moma e Larde, na província de Nampula, e Pebane, na província da Zambézia.

Segundo o director-geral da ANAC, Pejul Calenga, o processo em curso tem como objectivo identificar um parceiro que possa colaborar na gestão da área, promovendo simultaneamente o desenvolvimento local e a utilização sustentável dos recursos naturais pelas comunidades residentes.

A expectativa, segundo a instituição, é que a parceria contribua para criar alternativas económicas que permitam às populações locais melhorar o seu bem-estar sem comprometer a conservação dos ecossistemas marinhos e costeiros, de acordo com a MZNews.

A WWF Mozambique considerou que a APAIPS necessita de um parceiro com capacidade técnica, experiência e compromisso com a conservação e o desenvolvimento comunitário. “Trata-se de um passo estratégico para reforçar a gestão de uma das áreas marinhas mais importante e ecologicamente singulares de Moçambique. Abriga biodiversidade única e garante meios de subsistência para milhares de pessoas que dependem directamente de recursos marinhos”, referiu Fidel Donovan, director nacional da WWF Moçambique.

Já a directora de Programa da BIOFUND, Alexandra Jorge, afirmou que a organização está disponível para colaborar com o futuro parceiro seleccionado pela ANAC, particularmente na mobilização de financiamento sustentável em benefício das comunidades locais.

“As parcerias de co-gestão sã muito importantes para podermos criar capacidade nas áreas de conservação e apoios financeiro, são modalidades de trabalho nas áreas de conservação em Moçambique como tendo funcionado.”

Também Bartolomeu Soto, em representação dos co-gestores de áreas de conservação em Moçambique, sublinhou que este modelo de gestão tem desempenhado um papel relevante no desenvolvimento do sector. Segundo explicou, os parceiros de co-gestão investem anualmente cerca de cinco milhões de dólares norte-americanos em diferentes áreas de conservação do país, contribuindo para melhorar a gestão, atrair investigação científica e impulsionar o turismo.

“O futuro das áreas de conservação em Moçambique esta aliado ao desenvolvimento de parcerias público privado,” referiu a mesma fonte.

Moçambique possui três principais arquipélagos: o Arquipélago das Ilhas Primeiras e Segundas, o Arquipélago do Bazaruto e o Arquipélago das Quirimbas, todos reconhecidos pela sua elevada biodiversidade marinha e importância para a conservação e para os meios de subsistência das comunidades costeiras.

Foto: Biofund | Vídeo: WWF Moçambique

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