Mai 5, 2026 |
Um conjunto de pavilhões de cobertura em colmo integra investigação, educação e visitação no Sharjah Bridi Park, nos Emirados Árabes Unidos reinterpretando formas africanas em clima desértico.
O Sharjah Bridi Park, situado na reserva de Al Bridi, nos EUA, apresenta um novo projecto arquitectónico assinado pelo atelier Urko Sánchez Architects que conjuga conservação, educação ambiental e experiência do visitante.
A intervenção organiza-se através de uma rede de pavilhões de pequena escala, dispersos entre vegetação e áreas abertas, concebidos para acolher funções de recepção, orientação e aprendizagem sobre ecossistemas africanos, de acordo com a Design Boom.
O empreendimento inclui edifícios de entrada, bilheteira, espaços comerciais e um campo educativo vocacionado para programas de formação e workshops. Estes elementos estruturam um percurso progressivo desde o perímetro da reserva até zonas de observação e convívio, promovendo uma circulação suave por caminhos sombreados que mantêm uma relação directa com a paisagem envolvente.
A proposta arquitectónica inspira-se em tipologias vernaculares africanas, reinterpretadas através de soluções contemporâneas. Volumes arredondados e coberturas profundas em colmo definem uma linguagem formal coesa, com silhuetas que parecem emergir do solo.
Algumas estruturas assumem perfis cónicos ou curvas suaves, enquanto outras se desenvolvem em pavilhões alongados com linhas de cobertura amplas, criando um ritmo visual contínuo ao longo do conjunto.
Do ponto de vista construtivo, a madeira constitui o elemento estrutural dominante, com sistemas de pilares e vigas que permitem interiores abertos, favorecendo a ventilação natural e a entrada de luz. Sobre esta base, as coberturas em colmo prolongam-se em balanço, formando amplas áreas de sombra essenciais para o conforto térmico. Este material não é aplicado como revestimento, mas integra-se directamente na estrutura, resultando numa solução unificada entre suporte e envolvente.
Concluído em 2026, o projecto evidencia ainda uma forte adaptação às condições climáticas locais. As coberturas foram estudadas para maximizar a sombra e reduzir a incidência solar, enquanto as paredes em terra e os elementos escultóricos interiores orientam a circulação e criam zonas de permanência. Bancos e divisórias baixas pontuam os percursos, incentivando pausas e promovendo uma experiência contínua entre interior e exterior.
Foto: Design Boom




