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Kambaku

Arranca em Belém a COP30 com apelo de Moçambique à justiça ambiental

Nov 11, 2025 |

Durante a abertura da COP30, em Belém, o Presidente Daniel Chapo defendeu decisões globais corajosas e financiamento justo para enfrentar catástrofes naturais.

Arrancou na passada quinta-feira, 6 de Novembro, em Belém, Brasil, a 30.ª Cimeira dos Líderes Mundiais sobre Acção Climática (COP30), com um forte apelo à justiça ambiental e solidariedade internacional lançado pelo Presidente da República, Daniel Chapo.

Na sua intervenção na sessão plenária, o Chefe de Estado moçambicano defendeu a necessidade de decisões “corajosas e transformadoras” que assegurem financiamento acessível aos países mais vulneráveis, salientando que “o tempo de agir é agora”. Chapo recordou que Moçambique necessita de mais de 37 mil milhões de dólares para alcançar a plena resiliência climática, de acordo com o Moçambique Bio.

Agradecendo ao Governo e ao povo do Brasil pela organização da conferência, Daniel Chapo destacou o simbolismo de realizar o encontro no coração da Amazónia, “o pulmão do planeta”, defendendo que Belém deve inspirar compromissos que assegurem a exploração sustentável dos ecossistemas globais.

O Presidente descreveu um cenário internacional marcado por crises interligadas — conflitos, eventos climáticos extremos, fluxos migratórios e lentidão no financiamento ao desenvolvimento — e alertou que estes desafios “exigem acção concertada e solidariedade multilateral renovada”.

Ao recordar as três décadas passadas desde a Cimeira do Rio, o estadista reconheceu avanços, mas advertiu que o ritmo de implementação dos compromissos climáticos é insuficiente para limitar o aquecimento global a 1,5 °C. “Cada fracção de grau importa e cada acção ou omissão tem consequências reais”, afirmou.

Referindo-se a Moçambique, Chapo destacou a grande vulnerabilidade do país às mudanças climáticas, recordando os ciclones Chido, Dikeledi e Jude, que causaram mais de 220 vítimas mortais nos últimos dois anos. O valor de 37,2 mil milhões de dólares, disse, “traduz o custo da adaptação, mas também o valor da esperança de milhões de moçambicanos”.

Fotos: Moçambique Bio

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