Skip to main content

Kambaku

Banhine recebe de 1.100 animais de outras áreas protegidas moçambicanas em 2026

Dez 9, 2025 |

A Peace Parks Foundation (PPF) vai reforçar o ecossistema do Parque Nacional do Banhine com mais 1.100 animais bravios durante o próximo ano.

Após a chegada recente de 400 animais de várias espécies, operação descrita como “um marco histórico que assinala o início de um plano de restauro dos ecossistemas locais”, está prevista para o próximo ano um reforço com animais de outras áreas protegidas de Moçambique.

Donald Sutton, gestor de Operações e Desenvolvimento da PPF em Banhine, afirmou à AIM, segundo o Club of Mozambique, que o futuro da conservação depende da integração entre biodiversidade, turismo e desenvolvimento das comunidades.

O responsável assinalou que a chegada de novos animais devolve ao parque uma oferta turística mais diversificada.

“Quando os turistas pensavam em Banhine, só pensavam em aves. Agora, com a chegada dos animais, o parque voltou a ser um destino completo, com uma paisagem única e uma biodiversidade em expansão”, afirmou.

A operação, com um orçamento de 350 mil dólares, permitiu a instalação de cercas de segurança, a perfuração de poços de água e o fornecimento de logística e salários. Sutton enfatizou o envolvimento direto da população local: “contratámos aproximadamente 40 pessoas locais para apoiar o processo. A conservação só faz sentido quando as comunidades também beneficiam dela. A visão da organização visa aumentar a biodiversidade, promover o turismo e melhorar as condições de vida das comunidades que vivem nas áreas de conservação e arredores”, afirmou.

O gestor acredita que cada animal transferido reforça o equilíbrio ecológico e expande o potencial turístico, “e este parque tem potencial para se tornar um dos maiores destinos de turismo de natureza em Moçambique”.

A valorização cultural é outro objetivo assumido pela PPF: “Queremos que os visitantes experimentem a cultura local, provem a comida tradicional e interajam com as comunidades. A conservação deve andar de mãos dadas com o desenvolvimento humano”, afirmou Sutton.

“Quanto mais turistas trouxermos, mais receitas haverá para os parques e mais rendimentos para as comunidades. No ano passado, 20% das receitas geradas por algumas áreas de conservação foram distribuídas localmente, beneficiando centenas de famílias”, acrescentou.

Foto: Peace Parks Foundation

NEWSLETTER DO MUNDO NATURAL

Subscreva a nossa newsletter e receba notícias do mundo natural.