Out 21, 2025 |
O Parque Nacional de Banhine volta a ganhar vida graças à transferência de centenas de animais vindos de outra área protegida de Moçambique.
Num esforço conjunto entre o Governo moçambicano, a Peace Parks Foundation (PPF) e parceiros internacionais, 385 animais, entre zebras, gnus e várias espécies de antílopes, foram capturados e transportados por camião desde o Parque Nacional de Maputo até Banhine.
A operação, que se prolongou por doze dias, envolveu o uso de helicópteros para conduzir os animais a recintos de captura antes da longa viagem de dezoito horas em direcção ao interior, como revela PPF.
As translocações marcam o início da criação de um santuário de oito milhas quadradas, zona que servirá de refúgio temporário até os animais se adaptarem por completo ao novo habitat. Posteriormente, serão libertados para a área mais vasta do parque, segundo Donald Sutton, responsável pelas operações e desenvolvimento em Banhine.
O projecto insere-se no âmbito da Área de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo, uma rede que liga reservas de Moçambique, África do Sul e Zimbabué, e que constitui um dos mais importantes corredores ecológicos da África Austral.
O sucesso de Maputo, hoje lar de mais de trinta mil animais após uma década de reintroduções, inspirou a recuperação de outras áreas protegidas. A Peace Parks Foundation, que há anos trabalha na restauração de ecossistemas transfronteiriços, tem sido peça-chave neste processo.
A fundação já coordenou o repovoamento de mais de dezoito mil animais em reservas moçambicanas degradadas, incluindo Zinave, onde os rinocerontes-negros voltaram recentemente a habitar após décadas de ausência.
Banhine, que desempenha um papel essencial na migração de espécies entre os parques do Kruger, Limpopo e Zinave, está agora a renascer. As cercas foram reconstruídas, as estradas reparadas e as equipas de vigilância reforçadas.
Fotos: Peace Parks Foundation




