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BCSS divulga imagens da presença de Tubarão Zebra no Bazaruto

Abr 16, 2024 |

A equipa de cientistas da Bazaruto Center for Scientific Studies (BCSS) detectou a presença de Tubarão Zebra nos mares do Arquipélago de Bazaruto. O encontro da equipa da BCSS com esta espécie permitiu a recolha de informações importantes sobre o seu comportamento e preferências de habitat.

Embora algumas regiões de Moçambique sejam hotspots que abrigam grandes populações de tubarões-zebra, como é o caso do Tofo, pouco se sabe sobre a presença desta espécie nas águas do cenário marinho de Bazaruto.

Segundo conta a BCSS, os cientistas encontraram um exemplar a descansar no fundo de areia do mar ao largo do Bazaruto tendo o raro encontro sido registado em vídeo (ver filme em baixo).

Pertencente ao grupo dos tubarões de carpete (nome inspirado pela aparência marmoreada que se assemelha a desenhos ornamentais de tapetes), o Tubarão Zebra é uma espécie enigmática, conhecida pela sua aparência marcante.

Historicamente conhecido como Stegostoma fasciatum, o Tubarão Zebra passou por uma revisão taxonómica em 2019, utilizando marcadores mitocondriais para reclassificar a espécie como Stegostoma tigrinum. Esta revisão revelou duas morfologias distintas: a morfologia listrada de zebra e uma nova morfologia de cor arenosa.

Essas morfologias exibem diferenças significativas nos padrões de coloração externa em várias fases da vida, desde juvenis até adultos. Os juvenis do Tubarão Zebra possuem listas amarelas verticais, lembrando seu homónimo, a zebra. Esta coloração serve como camuflagem imitando a aparência de serpentes marinhas e dissuadindo potenciais predadores.

À medida que os tubarões amadurecem, essas listas transformam-se gradualmente num padrão de manchas escuras semelhante ao leopardo. Esta mudança ontogenética na coloração é uma adaptação, reflectindo mudanças nos seus papéis e interacções ecológicas dentro do seu ambiente marinho.

Caçadores noturnos, alimentam-se de caranguejos, camarões e peixes pequenos, utilizando os seus corpos e caudas longas para se mover em busca de presas.

Foto: Frame do video da BCSS

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