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Biofund investe $100 milhões em conservação da biodiversidade nos próximos sete anos

A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund) anunciou que disponibilizará cerca de 100 milhões de dólares para apoiar iniciativas de conservação da biodiversidade no país nos próximos sete anos.

O anúncio foi feito durante a Conferência da Biodiversidade Marinha que o Biofund organizou nos passados dias 27 e 28 de Julho, em Maputo, em parceria com o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, a Wildlife Conservation Society e a Peace Parks Foundation, e que contou com a participação de representantes de instituições do Estado, sociedade civil, sector privado, academia e comunidades locais.

A coordenadora do Programa de Contrabalanços de Biodiversidade da Biofund, Denise Nicolau, informou que esse montante será destinado ao fortalecimento da conservação marinha, terrestre, costeira e aquática.

Denise Nicolau destacou o envolvimento do Governo na preservação e conservação da biodiversidade através de legislação específica. Citada pela AIM, a responsável referiu que “o governo tem um quadro legal no sector de conservação marinha e políticas marinhas para empresas que desenvolvem actividades na zona marítima”, disse.

O Governo de Moçambique tem estabelecido metas ambiciosas para a conservação dos ecossistemas marinhos, visando garantir sua sustentabilidade. No evento, e de acordo com o diretor-geral do Instituto Oceanográfico de Moçambique, António Hoguane, o governo pretende conservar 10% da zona económica exclusiva em protecção marinha até ao próximo ano. E até 2030, espera estender essa área de conservação para 30%.

Hoguane enfatizou a importância da protecção do mangal, que tem sido devastado em várias regiões do país, especialmente nas áreas próximas das cidades de Maputo, Xai-Xai, Beira, Quelimane e Angoxe. No entanto, com o programa intensivo de recuperação, foram restaurados oito mil hectares de mangal até o momento, ultrapassando a meta original de cinco mil hectares até 2024.

O país tem avançado com leis e instrumentos legais robustos para cumprir as metas nacionais de biodiversidade, especialmente no que se refere à conservação marinha. O diretor-geral do Instituto Solo Gráfico de Moçambique, António Hoguane, revelou que, em 2020, o governo iniciou um programa intensivo de recuperação do mangal, o qual já ultrapassou a meta estabelecida para 2024.

António Hoguane  garantiu que “como resultado dessa iniciativa foram restaurados seis mil hectares, extrapolando a meta que era de cinco mil hectares até 2024” e que “os avanços na restauração devem-se ao serviço de inspecção levado a cabo pelo Instituto Nacional do Mar que tem feito actividades inspectivas à escala nacional.” “Nas zonas que outrora eram afectadas pela água marinha, o que não permitia o desenvolvimento da agricultura, agora já é possível, pois o mangal previne a expansão da água oceânica para zonas de cultivo”, disse.

Fotos: Biobund

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