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COP16: Lançado novo Atlas de Ecossistemas inspirado em cooperação entre Moçambique e África do Sul

Out 29, 2024 |

O lançamento do Atlas Global de Ecossistemas, anunciado na 16.ª Conferência das Partes (COP16) da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), representa um marco para a preservação ambiental transfronteiriça e é inspirada pelo trabalho feito por África do Sul e Moçambique.

O atlas é uma ferramenta pública inovadora desenvolvida pelo Grupo de Observação da Terra (GEO), com o objectivo de mapear e monitorizar ecossistemas à escala global e segundo a Down to Earth, teve já impactos directos na cooperação ecológica entre Moçambique e a África do Sul.

Através do Atlas, será possível identificar áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade e acompanhar os esforços de preservação em tempo real. Combinando observação terrestre, inteligência artificial e dados de campo, o atlas oferece uma visão abrangente dos ecossistemas terrestres, de água doce e marinhos, facilitando uma compreensão mais profunda e alinhada entre nações vizinhas.

A utilidade do Atlas já se evidencia na colaboração entre Moçambique e a África do Sul, países que partilham ecossistemas vulneráveis, como as savanas e recifes de coral. Com o apoio do Atlas, ambas as nações podem alinhar os seus dados nacionais e trabalhar em conjunto em iniciativas de conservação transfronteiriça, identificando zonas de risco e priorizando ações de proteção. Através do cruzamento de mapas ecossistémicos, Moçambique e a África do Sul poderão gerir melhor as suas áreas naturais partilhadas, respondendo de forma coordenada a ameaças ambientais.

De acordo com o GEO, “a África do Sul e Moçambique, embora sejam países vizinhos com ecossistemas comuns, têm histórias, línguas e desafios de conservação distintos. Ambas as nações albergam uma vasta gama de ecossistemas, desde as savanas aos recifes de coral, com uma rica biodiversidade, mas enfrentam pressões imensas devido à perda de habitats, à extração de recursos naturais e às alterações climáticas”, refere.

Além de apoiar governos na tomada de decisões sustentáveis, o Atlas serve também de guia para empresas, bancos de desenvolvimento e comunidades locais, incluindo comunidades indígenas. O acesso a dados fiáveis permite que estas entidades incorporem os riscos ambientais nas suas estratégias e projetos, assegurando a sustentabilidade de futuras ações económicas e de conservação.

Foto: COP16/USA Today e GEO

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