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Kambaku

Elefantes machos equipados com coleiras de rastreamento na área de conservação Incomati

Out 29, 2024 |

A ONG moçambicana Mozambique Wildlife Alliance colocou colares de rastreamento VHF/GPS em três elefantes machos na área de conservação Incomati Conservancy, no distrito da Moamba, em parceria com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), a Biofund e a Incomati Conservancy.

Como conta a MWA, a operação envolveu uma equipa de veterinários especializados em fauna selvagem, que sedou cuidadosamente os elefantes através de tranquilizantes disparados a partir de um helicóptero.

Após o animal ser imobilizado, a equipa no solo actuou com celeridade para ajustar o colar, efectuar um exame de saúde completo e certificar-se de que o elefante se encontra em condições adequadas. Uma vez terminados os procedimentos, o animal é reanimado e observado enquanto regressa ao seu habitat natural.

As coleiras GPS foram colocados, de acordo com a Biofund, em três elefantes machos batizados Saseka (“bonito” ou “gracioso”, reflectindo a beleza e a majestade dos elefantes na natureza), Tintswalo (“compaixão”, procura encorajar atitudes compassivas em relação à fauna) e Vutomi (“vida”, destaca a importância de preservar a vida dos elefantes).

A iniciativa faz parte do projecto “Vozes da Savana: Elefantes Monitorados, Comunidades Ouvidas“, cujo objectivo é mitigar os conflitos entre elefantes e comunidades locais nas províncias de Maputo, com especial destaque para os distritos de Moamba, Namaacha e Matutuíne.

Com a duração de um ano, o projecto procura monitorar a movimentação dos elefantes através do uso de tecnologia avançada, como coleiras GPS. Esta abordagem permite obter dados em tempo real sobre os movimentos dos animais, ajudando a antecipar interacções entre elefantes e populações locais.

Procura igualmente garantir a protecção de residências, das machambas e infraestruturas comunitárias com o intuito de reforçar as capacidades locais para a resolução pacífica de conflitos entre humanos e fauna bravia.

Segundo a Biofund, “a colocação das coleiras foi possível graças ao apoio do “Cartão Bio”, uma parceria entre o Banco Comercial de Investimentos (BCI) e aquela instituição, em coordenação com a ANAC. O Cartão Bio, o primeiro cartão biodegradável de Moçambique, direcciona uma parte das suas receitas para apoiar projectos de conservação, como este, sem custo adicional para os usuários.

Estes colares são uma ferramenta revolucionária, permitindo o acompanhamento em tempo real dos movimentos dos elefantes. Tal monitorização é crucial para a gestão eficaz da vida selvagem, possibilitando decisões mais informadas que promovem uma coexistência harmoniosa entre os elefantes e as populações humanas. Ao rastrear os movimentos destes gigantes, o projecto preparao caminho para um futuro mais seguro, onde elefantes e pessoas possam partilhar o mesmo espaço de forma pacífica e sustentável.

Fotos: MWA

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