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Kambaku

Estudo da IUCN regista progresso positivo na conservação na África Oriental e Austral

Set 10, 2024 |

Um novo relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) revelou que a África Oriental e Austral está a meio caminho de atingir a meta de cobertura do Objectivo 3 do Quadro Global da Biodiversidade (GBF). A região já protege 17,24% da sua área terrestre, abrangendo 5.544 áreas protegidas e conservadas, que totalizam 2.618.967 quilómetros quadrados.

O Objectivo 3 do GBF incentiva os países a proteger 30% dos seus territórios terrestres e marinhos. Embora a África Oriental e Austral esteja a fazer progressos notáveis em direcção a esta meta, o relatório aponta para uma variabilidade significativa dentro da região. Cerca de 38% dos países ainda estão abaixo de 10% de cobertura terrestre protegida, conforme os dados da Base de Dados Mundial de Áreas Protegidas.

De acordo com a Down to Earth, o relatório, intitulado “O Estado das Áreas Protegidas e Conservadas em África Oriental e Austral – Segunda Edição”, foi lançado pela IUCN e abrange 26 países da África Oriental e Austral, incluindo Angola, Botswana, Burundi, Comores, República Democrática do Congo, Djibuti, Eritreia, Essuatíni, Etiópia, Quénia, Lesoto, Madagáscar, Malawi, Maurícia, Moçambique, Namíbia, Ruanda, Seicheles, Somália, África do Sul, Sudão do Sul, Sudão, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbabué.

Reúne informações sobre todas as áreas protegidas e conservadas, detalhando as suas designações a nível nacional e internacional, os mecanismos de governação e gestão, e os progressos alcançados na região.

A governação na África Oriental e Austral é ainda predominantemente conduzida pelos governos, mas existem esforços em curso para envolver uma maior diversidade de partes interessadas, comunidades locais e o sector privado, através de parcerias público-privadas e colaborações com operadores turísticos.

O relatório destaca uma mudança significativa em direcção a uma maior participação dos Povos Indígenas e Comunidades Locais na gestão das áreas protegidas. Por exemplo, das 316 áreas protegidas governadas por Comunidades Locais, 35,44% encontram-se na Namíbia, estando as restantes no Quénia, Madagáscar, Moçambique, Tanzânia e num local no Botswana.

A governação privada é mais comum no sul de África, especialmente na Namíbia e na África do Sul, sendo maioritariamente associada ao turismo de vida selvagem, criação de animais e indústrias de caça desportiva.

Os países da região enfrentam uma diversidade de necessidades e prioridades no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável e à conservação, o que implica a revisão de legislação e políticas para permitir práticas de conservação mais inclusivas. O panorama da conservação na África Oriental e Austral caracteriza-se por uma complexa rede de leis e políticas que regem as áreas protegidas. Embora estes quadros legais sejam cruciais para a preservação da biodiversidade, persistem vários desafios.

Apesar das diversas dificuldades e das crescentes ameaças à conservação, todos os países da região estão comprometidos com a Convenção sobre Diversidade Biológica e com o Quadro Global da Biodiversidade. Estes compromissos devem ser apoiados pela vontade política e por uma alocação adequada de recursos, tanto a nível regional como global, para garantir a plena implementação dos objectivos.

Foto: goldenlib.ru

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