Jul 21, 2026 |
Um novo estudo científico realizado em Moçambique propõe um roteiro estratégico rigoroso para garantir a eficácia e a sustentabilidade das áreas marinhas protegidas globais.
A investigação, agora publicada na prestigiada revista académica Journal of Environmental Management, procura responder à urgente necessidade de resgatar os frágeis ecossistemas oceânicos.
A principal autora do estudo, Francesca Trotman, é uma bióloga marinha que fundou e dirige a Love The Oceans, uma organização não governamental focada na conservação oceânica e no empoderamento comunitário baseada em Moçambique.
Com mais de quinze anos de experiência em mergulho e pesquisa, a cientista tem focado a sua actuação no estudo e protecção das pescas artesanais, desenvolvendo acções de literacia nas escolas moçambicanas, tendo já sido distinguida internacionalmente com o Ocean Award na categoria de Jovem Iniciativa pelo seu meritório trabalho no terreno.
Face à acelerada degradação marítima, a investigadora defende a criação destas zonas de salvaguarda tem sido uma das principais respostas ecológicas, mas a sua implementação prática e real falha com demasiada frequência.
O documento divulgado traça um roteiro global para ajudar as várias entidades a estabelecerem redes de conservação geridas de forma eficiente e equitativa, respeitando simultaneamente o meio ambiente e a subsistência das populações costeiras dependentes do mar.
A abordagem patente neste novo guião incide sobre múltiplos factores críticos. O estudo defende que a mera designação de uma zona protegida no papel, os chamados “parques no papel”, é insuficiente para estancar o declínio da biodiversidade azul.
Torna-se por isso imperativo, para a autora, assegurar uma governação forte, garantir modelos de financiamento estruturados a longo prazo e promover um envolvimento genuíno e inclusivo das comunidades costeiras logo na fase de desenho dos projectos.
Foto: Love the Oceans




