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Estudo revela pontos críticos globais e riscos do tráfego ilegal para os ecossistemas

Ago 9, 2023 |

Mais de 100 milhões de plantas e animais são comercializados legal e ilegalmente em todo o mundo todos os anos. Contudo, a sustentabilidade desse comércio permanece amplamente desconhecida. Um estudo publicado na revista Nature lançou luz sobre a questão, criando um mapa global da resiliência dos ecossistemas aos níveis atuais do comércio de vida selvagem.

As descobertas deste estudo podem ajudar cientistas e formuladores de políticas de conservação a identificar onde concentrar recursos, identificando os pontos críticos onde o comércio de vida selvagem pode causar mais danos.

O comércio de vida selvagem é uma indústria multibilionária que visa uma hiperdiversidade de espécies e pode contribuir para grandes declínios na abundância de animais.

De acordo com o estudo, uma questão-chave é compreender os pontos críticos globais do comércio de vida selvagem para a diversidade filogenética (PD) e funcional (FD), que sustentam a conservação da história evolutiva, funções ecológicas e serviços ecossistémicos que beneficiam a humanidade.

“Usando um conjunto de dados globais de espécies de aves e mamíferos comercializadas, identificou-se que os níveis mais altos de PD e FD comercializados são provenientes de regiões tropicais, onde ocorrem altos números de espécies globalmente ameaçadas e distintas na evolução”, refere este estudo.

Quando o comércio leva a extinções localizadas, os resultados sugerem perdas substanciais de linhagens evolutivas únicas e traços funcionais, com possíveis efeitos em cascata para comunidades e ecossistemas. O mapa feito pelo estudo revelou pontos críticos globais onde o comércio tem o maior potencial de causar danos; ou seja, ecossistemas onde a diversidade funcional e filogenética é alta. Partes de África e do sudeste asiático são identificadas como importantes pontos críticos.

Foto: Wildlife Justice Commission

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