Skip to main content

Kambaku

Formação em filmmaking reforça comunicação de áreas de conservação em Moçambique

Jun 16, 2026 |

Profissionais de diversas áreas de conservação do país participam, no Parque Nacional de Maputo, numa formação em filmmaking focada na conservação da biodiversidade.

Numa acção promovida no âmbito da parceria entre a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e a Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), com apoio do Projecto MozNorte, financiado pelo Banco Mundial o projeto está integrado no Programa de Liderança para a Conservação de Moçambique.

De acordo com a BIOFUND, a formação pretende desenvolver competências práticas de produção audiovisual, incluindo planificação de histórias, captação de imagem e som, edição e construção de narrativas curtas e eficazes para diferentes públicos.

Ao longo de cerca de três semanas, os participantes irão trabalhar conteúdos ligados à biodiversidade, vida selvagem, fiscalização, turismo, comunidades locais, educação ambiental, cidadania ambiental e principais desafios da conservação no país.

Na sessão de abertura, o administrador do Parque Nacional de Maputo, Miguel Gonçalves, incentivou os formandos a tirarem partido da oportunidade num espaço de elevado valor ecológico e simbólico. “Que aproveitem esta oportunidade no único sítio de património mundial natural do nosso país”, afirmou.

Segundo a BIOFUND, a iniciativa responde à necessidade de reforçar competências no sistema nacional de conservação, sobretudo entre profissionais que actuam directamente no terreno e que, por isso, estão em posição privilegiada para documentar o que observam e protegem.

A directora de Programas da BIOFUND, Alexandra Jorge, explicou que a formação está alinhada com o papel da fundação na promoção de conhecimento, capacitação e articulação entre parceiros. “Vão aprender mecanismos e ferramentas que podem ajudar a documentar e a disseminar informação sobre a vida selvagem, as comunidades e os trabalhadores das Áreas de Conservação”, afirmou.

A componente técnica da formação é assegurada por Dave McGowan, profissional norte-americano com experiência internacional na produção de filmes para instituições públicas, organizações não-governamentais e projectos ligados à conservação. O formador sublinhou que o objectivo não é formar cineastas profissionais, mas dotar os participantes de ferramentas para transmitir mensagens relevantes de forma mais eficaz.

Entre os participantes, a formação está a gerar expectativa quanto à melhoria da capacidade de registo e comunicação do trabalho desenvolvido no terreno. Dário Agostinho, da Zambeze Delta Safaris, considerou que a aprendizagem será útil para captar acontecimentos raros. “Às vezes, quando estamos no campo, acontece um cenário, mas não temos a câmara. Esta formação será muito valiosa para registar fenómenos que não se repetem”, acrescentou.

Já Batista Biscuete, da área de comunicação do Parque Nacional de Maputo, chamou a atenção para o desafio de produzir conteúdos completos com equipas reduzida disse que “na área de conservação, eu sou o produtor, tenho que escrever, filmar, editar, avaliar e monitorar nas redes sociais”.

Para Rosa Ferrão, da Lipiliche Wilderness, a iniciativa pode ajudar a dar maior visibilidade ao contributo das comunidades locais para a conservação. “Espero ganhar a capacidade de contar a história da conservação através da mulher rural, dos jovens, dos fiscais e dos guardas de conservação”, afirmou.

Fotos: BIOFUND

NEWSLETTER DO MUNDO NATURAL

Subscreva a nossa newsletter e receba notícias do mundo natural.