Mai 6, 2025 |
No coração do Parque Nacional do Iona, no sudoeste de Angola, decorre um trabalho de elevada exigência técnica e crucial para a preservação da vida selvagem: a monitorização de animais através de colares emissores e tecnologia de rádio.
Esta actividade, levada a cabo por guardas experientes e jovens estagiários da Fundação Kissama, está a lançar as sementes de uma nova geração de líderes da conservação africana, de acordo com a African Parks.
A utilização de telemetria para seguir animais como Zebras, Gazelas e Orixes não só permite recolher dados essenciais para a gestão ecológica do parque, como também serve de instrumento pedagógico. A formação prática destes jovens estagiários em métodos científicos modernos contribui para a sua capacitação e fomenta uma ligação mais profunda com o território e com a causa da conservação ambiental.
A recolha de sinais dos colares electrónicos, que ecoam através das paisagens áridas do Iona, é complementada por métodos tradicionais, como a leitura de pegadas e sinais no terreno. Esta combinação de saberes – moderno e ancestral – oferece uma visão abrangente das dinâmicas ecológicas que moldam o parque e prepara os estagiários para futuros desafios no campo da conservação.
Num continente onde a biodiversidade enfrenta ameaças crescentes, iniciativas como esta têm um valor incalculável. Ao transmitir conhecimentos e despertar vocações, os actuais guardas e técnicos transformam-se em mentores e multiplicadores de esperança. Tal como os sinais de rádio que guiam os passos dos investigadores no mato, também a sua paixão pela natureza é amplificada, iluminando o caminho dos que virão.
Fotos: African Parks/Sérgio Cruz & Milcíades Chicomo




