Mar 24, 2026 |
Doze estudantes moçambicanos concluíram o mestrado em Biologia da Conservação na Gorongosa, elevando para 48 os especialistas formados desde 2017.
Esta é quarta cerimónia de graduação no Parque Nacional da Gorongosa no Mestrado em Biologia da Conservação, um programa pioneiro que continua a ganhar relevância na formação de quadros moçambicanos para a protecção da biodiversidade.
Com a conclusão desta nova turma de 12 estudantes, o programa totaliza já 48 mestres moçambicanos colocados no mercado de trabalho, com competências técnicas e científicas orientadas para a gestão sustentável de áreas de conservação e para a investigação aplicada.
Criado em 2017 pelo Gorongosa Restoration Project, com financiamento do Howard Hughes Medical Institute, o curso distingue-se por ser o único mestrado em biologia da conservação em Moçambique e o único do mundo integralmente leccionado no interior de um parque nacional, combinando ensino académico com experiência prática intensiva no terreno.
De acordo com o Parque Nacional da Gorongosa, ao longo de dois anos, os estudantes frequentam módulos ministrados por docentes internacionais e desenvolvem projectos de investigação em contexto real, abordando temas como regeneração florestal, dinâmica de ecossistemas, genética de espécies e impacto do fogo nos solos. Os trabalhos culminam na elaboração e defesa de dissertações com potencial de publicação científica.
O programa resulta de uma parceria entre o Parque Nacional da Gorongosa e instituições de ensino superior moçambicanas — Universidade Lúrio, Universidade Zambeze e Instituto Superior Politécnico de Manica — em articulação com a Universidade de Lisboa, reforçando a cooperação académica e científica.
A iniciativa é apontada como estratégica para o país, ao contribuir para a formação de uma nova geração de especialistas capazes de responder aos desafios da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável em Moçambique.
Foto e video: Parque Nacional da Gorongosa




