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Há muitas histórias de sucesso de tartarugas marinhas na costa leste africana, mas milhares ainda morrem

Mai 13, 2022

A conservação de tartarugas marinhas ao longo de grande parte da costa leste do continente africano fez um bom progresso nas últimas décadas – mas dezenas de milhares de tartarugas ainda morrem todos os anos devido à atividade humana, diz estudo.

Um grupo de especialistas analisaram registo desde 1965 até aos dias de hoje sobre a espécie ao longo da costa de Somália, Quénia, Tanzânia, Moçambique e África do Sul.

As histórias de sucesso incluem um número crescente de tartarugas na África do Sul e Moçambique e redes de conservação cada vez mais eficazes.

Mas a captura ilegal de tartarugas, a captura acidental e a perda de habitats e locais de nidificação continuam a ser as principais ameaças, de tartarugas mortas pela atividade humana e que chegam todos os anos às dezenas de milhares.

Segundo a Science Daily, a equipa de investigação, liderada pela Universidade de Exeter, Reino Unido, incluiu especialistas de Quénia, Tanzânia, Moçambique, África do Sul e da região ocidental do Oceano Índico.

“As tartarugas enfrentam muitas ameaças ao longo da costa leste africana, desde o ovo à idade adulta”, garante o autor principal Casper van de Geer, doutorando no Centro de Ecologia e Conservação no Campus Penryn de Exeter.

O documento destaca que existe uma boa legislação em vigor para proteger as tartarugas, grupos interessadas que participam ativamente na conservação e produção de conhecimento científico e local na região.

No entanto, será necessária uma melhor proteção de acordo com a lei e uma maior colaboração para dar resposta à crescente pressão sobre as tartarugas devido à atividade humana.

“O trabalho de conservação é mais eficaz quando é apoiado pelos stakeholders locais e isso é alcançado através do envolvimento genuíno e sensibilidade cultural” acrescenta o mesmo pesquisador que defende que “em última análise, são as pessoas que vivem num lugar que têm o maior conhecimento e a motivação para protegê-lo.”

Marcos Pereira, da ONG Centro Terra Viva em Moçambique, garantiu que: “Embora tenham sido feitos progressos significativos no que diz respeito à sensibilização, educação e aplicação da lei nas cidades e aldeias costeiras, ainda há muito trabalho a ser feito para garantir a conservação destes magníficos animais, especialmente offshore, onde as artes de pesca ‘fantasmas’ (descartadas ou perdidas), os palangreiros industriais e a poluição plástica ainda constituem uma grande ameaça”. 

Foto: Enicbcmed.eu

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