Set 22, 2026 |
Uma hiena presa numa armadilha de mandíbulas metálicas foi sedada, tratada e devolvida ao mato por fiscais da Coutada 11, no Delta do Zambeze.
O animal foi detectado pela unidade de combate à caça furtiva da concessão, no centro de Moçambique, e seguido até ser possível imobilizá-lo com um dardo. A ferida foi limpa e tratada no local e, pouco depois, a hiena levantou-se e afastou-se pelo seu próprio pé, de acordo com a Zambeze Delta Conservation and Anti-Poaching.
A organização assinala o perigo específico deste tipo de engenho, que se fecha sobre a pata do animal com força considerável e que, ao contrário dos laços de arame, raramente permite uma fuga sem lesões graves.
A Zambeza Delta explica que “as armadilhas de mandíbulas são extremamente perigosas porque se fecham sobre um membro do animal com enorme força, causando frequentemente ferimentos graves e sofrimento prolongado”.
O episódio é apresentado pela Zambeze Delta como justificação para a manutenção de patrulhas permanentes no terreno, uma vez que a detecção atempada de um animal ferido depende quase sempre da presença física de equipas na área. As imagens da operação foram creditadas a Andres Hayes.
A Coutada 11 integra o Complexo de Marromeu, na província de Sofala, e estende-se por cerca de dois mil quilómetros quadrados de floresta de miombo, savana tropical, pântanos e planícies aluviais junto ao rio Zambeze, segundo a Zambeze Delta Safaris, concessionária da área desde 1992.

Fotos: Zambeze Delta




