Kambaku

Icon podcast

Inauguradas novas instalações na área de protecção das Ilhas Primeiras e Segundas

Jun 4, 2024 |

O Governo de Moçambique, através da Ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibasse, inaugurou as novas instalações da Área de Proteção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas em Angoche, na província de Nampula. A infraestrutura, que teve um custo de quase sete milhões de Meticais, representa um marco significativo para a conservação ambiental na região.

Esta área é uma das maiores zonas de conservação marinha do continente africano, localizada entre as províncias de Nampula e Zambézia. As novas instalações foram construídas com fundos do governo e de parceiros, com o objectivo de reforçar a conservação ambiental e acelerar a prestação de serviços.

Durante a inauguração, como reporta o Club of Mozambique, a Ministra Ivete Maibasse destacou que as novas instalações contribuirão para a melhoria das estratégias de proteção ambiental na Área de Proteção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas, estabelecida em 2012. O arquipélago integra a Eco-região Marinha do Oceano Índico Ocidental, que se estende desde o sul da Somália até à costa de KwaZulu-Natal, na África do Sul.

Na mesma ocasião, o governo iniciou as consultas públicas para o desenvolvimento de uma estratégia de planeamento de uso do solo para as Ilhas Primeiras e Segundas. Esta iniciativa visa assegurar a protecção e sustentabilidade de um dos maiores ecossistemas aquáticos do mundo, localizado na parte norte do país.

Com uma área de aproximadamente um milhão de hectares, o arquipélago é considerado um dos maiores de África, mas enfrenta riscos que ameaçam a sobrevivência das espécies.

Neste contexto, o governo considera urgente o desenvolvimento de um plano de uso do solo para proteger o arquipélago, que se estende pela costa dos distritos de Moma, Angoche, Larde e Mucubela, nas províncias de Nampula e Zambézia.

As autoridades locais sublinham a necessidade de respeitar os direitos das comunidades, que são altamente vulneráveis a eventos extremos. De acordo com o governo, o plano estabelecerá parâmetros e condições para o uso das zonas ecológicas e definirá limites para as actividades económicas humanas.

Foto: WWF Moçambique

NEWSLETTER DO MUNDO NATURAL

Subscreva a nossa newsletter e receba notícias do mundo natural.