Mai 18, 2026 |
O Monte Mabu entrou numa nova etapa da conservação comunitária com o arranque da construção de um acampamento de apoio à gestão da área.
A cerimónia de lançamento da primeira pedra assinalou o início formal de uma infra-estrutura considerada estratégica para melhorar a capacidade de actuação no terreno. O acto foi conduzido pelo Coordenador do Projecto de Apoio à Conservação e Desenvolvimento Comunitário do Monte Mabu, António Serra, e pelo Presidente da CONSERVAMABU.
A iniciativa visa conciliar a protecção da biodiversidade com o desenvolvimento sustentável das comunidades em três zonas beneficiárias, a saber, o Parque Nacional do Gilé, a Área de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas e o Monte Mabu. No caso do Monte Mabu, as actividades são implementadas pelo consórcio WWF-ReGeCom-RADEZA.
Antes do lançamento, teve lugar um momento tradicional orientado pelo líder comunitário de Nangaze, num gesto que sublinhou o papel das comunidades locais nos processos de gestão e protecção daquele ecossistema.
O projecto enquadra-se no Programa PROMOVE Biodiversidade, financiado pela União Europeia e executado pela Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), em articulação com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).
De acordo com a Biofund, nova estrutura surge após uma fase preparatória que incluiu a elaboração do desenho arquitectónico e do plano geral do acampamento. Nesta primeira etapa, está prevista a construção de quatro casas do tipo 1 para alojamento de técnicos, além de uma cozinha com refeitório, criando condições mínimas para permanência e trabalho no local.
Segundo os promotores, a infra-estrutura deverá reforçar a presença operacional no Monte Mabu e melhorar o apoio logístico às actividades de conservação. A expectativa é que, a médio prazo, o espaço possa também servir de base ao desenvolvimento do turismo técnico-científico e de outras iniciativas ligadas ao aproveitamento sustentável da área. A expansão do acampamento dependerá da mobilização de novos recursos.
Para além do reforço da conservação, os responsáveis pelo projecto apontam impactos económicos locais, através da criação de oportunidades de rendimento e de maior participação comunitária na gestão sustentável dos recursos naturais. O acampamento poderá ainda abrir caminho a futuras acções de ecoturismo, com potencial para gerar benefícios adicionais para as populações da região.
Foto: Biofund




