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Kambaku

Lançado novo guia Mapping Biodiversity Priorities durante a COP16

Nov 5, 2024 |

O mais recente guia Mapping Biodiversity Priorities foi lançado na 16ª Conferência dE Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD CoP16), em Cali, Colômbia. Este guia, que já é uma referência mundial, conta com o apoio de várias organizações internacionais, incluindo actores de Moçambique, Namíbia e Malawi.

Este instrumento tem como objectivo promover a conservação da biodiversidade ao fornecer ferramentas práticas para o mapeamento e planeamento da biodiversidade.

Com Moçambique a desempenhar um papel significativo na implementação deste método inovador de priorização e planeamento da biodiversidade, o evento ganha ainda mais relevância, pois destaca o país como um actor chave na região sul-africana no que toca à protecção da natureza.

O guia foi desenvolvido em colaboração com o Instituto Sul-Africano para a Biodiversidade (SANBI) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-WCMC), além de contar com o apoio financeiro de entidades como a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e o Fundo Francês para o Ambiente Global (FFEM).

De acordo com nota da AFD, Hermenegildo Matimele, representante da Wildlife Conservation Society de Moçambique e da Direcção Nacional do Ambiente, destacou que “este processo sequencial de avaliação, priorização e planeamento da biodiversidade, conforme delineado no guia, é altamente acessível e aplica-se com base em poucos conjuntos de dados espaciais fundamentais”.

O lançamento da segunda edição do guia surge num momento decisivo para a conservação global, especialmente com os países membros da CBD reunidos para avançar na implementação do Quadro Global de Biodiversidade Kunming-Montreal (GBF). Este quadro estabelece 23 metas globais a alcançar até 2030, tendo como objectivo último a coexistência sustentável entre humanidade e natureza até 2050. O guia Mapping Biodiversity Priorities oferece metodologias e directrizes actualizadas que são consideradas essenciais para que os países possam monitorizar e integrar a biodiversidade nas suas políticas nacionais.

A cooperação entre países e organizações internacionais, bem como o envolvimento de doadores europeus como a França, reflectem o compromisso global com a conservação da biodiversidade. Representantes da Agência Francesa de Biodiversidade (OFB) e da AFD destacaram a importância deste investimento, sublinhando o orgulho em fazer parte desta parceria, que está a desenvolver o projecto regional Building biodiversity knowledge for action in Southern Africa. Este projecto, em parceria com o SANBI e outras instituições africanas, pretende reforçar o conhecimento e a capacidade técnica de países como Moçambique, Namíbia e Malawi na gestão e protecção dos seus recursos naturais.

A segunda edição teve contributos, de Moçambique, de Tereza Alves (Mozambique Agricultural Research Institute), Acácio Chechene (WCS), Hugo Costa (WCS), Camila de Sousa (Mozambique Agricultural Research Institute), Eleutério Duarte (WCS), e Hermenegildo Matimele, (WCS), entre outros.

O documento refere o caso de estudo de Moçambique que, há mais de 20 anos, vem usando a Lista Vermelha da IUCN para avaliar o risco de extinção de espécies, inicialmente focando na flora. Em 2011, lançou a Iniciativa Nacional da Lista Vermelha, com um grupo de trabalho dedicado a espécies endémicas. Desde então, mais de 330 espécies de plantas e cerca de 70 espécies de animais foram avaliadas. Esse esforço permitiu identificar 57 Áreas Importantes para Plantas e 29 Áreas-Chave para a Biodiversidade (KBAs), com estudos contínuos para preencher lacunas de dados. Esses resultados ajudam a priorizar a proteção de habitats e apoiar compromissos de conservação internacional.

Foto: South African National Biodiversity Institute

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