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Kambaku

Leão vindo do Zimbabwe resgatado de armadilha na Coutada 5 no Grande Limpopo

Mar 10, 2026 |

Um leão macho proveniente do Parque Nacional de Gonarezhou, no Zimbabwe, foi resgatado de uma armadilha de arame após ser localizado na Coutada 5, na Província de Inhambane, próxima ao ecossistema do Parque Nacional do Zinave.

O animal, equipado com um colar de monitorização, estava a ser acompanhado por equipas de conservação quando o sinal do dispositivo começou a falhar, levando à activação de uma operação para localizar o predador no território moçambicano, inserido na Área de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo (ACTGL).

De acordo com a Mozambique Wildlife Alliance (MWA), depois de confirmada a posição do leão através de telemetria, equipas de campo trabalharam para manter o animal na área, utilizando isco para facilitar a aproximação e permitir que a equipa veterinária preparasse com segurança o procedimento de imobilização.

Quando o leão foi finalmente sedado para a substituição do colar de monitorização, os especialistas descobriram um problema grave: uma armadilha de arame encontrava-se apertada à volta do pescoço do animal, profundamente incrustada na pele.

Durante a intervenção, os veterinários removeram cuidadosamente o laço metálico e procederam à colocação de um novo colar de rastreamento, restabelecendo a capacidade de acompanhar os movimentos do leão no terreno. Após o tratamento, o animal foi libertado em segurança.

Segundo os especialistas envolvidos, operações deste tipo exigem um elevado nível de coordenação e rapidez. A localização de grandes carnívoros que percorrem extensas áreas, a garantia de condições seguras no local, a imobilização do animal, o tratamento de eventuais ferimentos e a reposição do sistema de monitorização têm de ser realizados num curto período de tempo enquanto o animal permanece sob anestesia.

Para além do resgate individual, o percurso deste leão evidencia também a importância ecológica das ligações entre áreas de conservação na região. O movimento do animal entre o Parque Nacional de Gonarezhou, a Coutada 5 e o Parque Nacional de Zinave confirma que os corredores ecológicos transfronteiriços entre Moçambique e o Zimbabué continuam activos e funcionais.

A operação contou com a colaboração de várias instituições de conservação, incluindo a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), o Parque Nacional de Gonarezhou, a Endangered Wildlife Trust, a Peace Parks Foundation, a unidade Akashinga e equipas de conservação que trabalham em ambos os países.

Fotos: MWA

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