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Kambaku

Lion Recovery Fund coloca Moçambique no centro dos esforços de conservação dos leões em África

Fev 11, 2025 |

Peter Lindsey, Director do Lion Recovery Fund, destaca Moçambique como um território-chave para a recuperação dos leões, sublinhando a importância dos projectos apoiados pelo LRF e os desafios enfrentados na região.

Num artigo publicado pelo LRF, o responsável desta organização refere que Moçambique alberga uma das regiões com maior potencial para a recuperação dos leões: o Delta do Zambeze e a sua extensa área de conservação.

Esta região, que ainda detém populações significativas de vida selvagem, tornou-se um foco de investimento do LRF, que apoia as organizações Zambeze Delta Conservation e Natura no reforço da protecção e gestão da biodiversidade local. Este projecto é visto como uma oportunidade única para impedir a perda de habitat e fomentar a recuperação sustentável dos leões.

Contudo, Moçambique também enfrenta, de acordo com Peter Lindsey, desafios importantes. Nos últimos anos, tem-se registado um aumento alarmante da caça furtiva dirigida especificamente aos leões para obtenção de partes do seu corpo, uma prática que já está a ter repercussões nas áreas protegidas de países vizinhos, como o Zimbabwe e a África do Sul.

Para combater esta ameaça, o LRF tem financiado iniciativas no Parque Nacional de Gonarezhou, no Zimbabwe, e no Parque Nacional Kruger, na África do Sul, que têm mostrado sinais encorajadores de recuperação das populações de leões.

Segundo Peter Lindsey, “muitos países africanos reservaram e mantiveram vastas áreas para conservação, pelo que merecem um enorme crédito. No entanto, face a necessidades de desenvolvimento concorrentes e à pobreza, o financiamento para a gestão destas áreas é extremamente escasso. Como resultado, muitas áreas protegidas são gravemente subgeridas ou, nalguns casos, completamente não geridas”, diz.

O mesmo responsável garante ainda que “nestes casos, as áreas protegidas tornam-se altamente vulneráveis às pressões humanas. Observa-se frequentemente um padrão em que, em primeiro lugar, as populações de grandes espécies de animais selvagens se esgotam devido à caça furtiva para obtenção de carne de animais selvagens e outros produtos de base. Em seguida, as áreas protegidas mal geridas ficam sujeitas a outras pressões, como a exploração madeireira ilegal, a exploração mineira, o pastoreio de gado, a limpeza do mato para a agricultura e mesmo a colonização”, acrescenta.

Também de acordo com este responsável, a criação de parcerias de gestão entre ONGs e autoridades locais tem demonstrado ser um modelo eficaz para revitalizar áreas protegidas. A organização que lidera está fortemente empenhada em apoiar iniciativas que visam reverter a tendência de declínio das populações de leões e preservar os ecossistemas onde estes vivem.

Foto: LRF

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