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Kambaku

Maputo recebe primeiro diálogo sobre conservação fora das áreas protegidas

Ago 12, 2025 |

Maputo foi, durante dois dias, o centro das atenções no debate sobre novas formas de preservar a biodiversidade nas zonas circundantes e entre as já estabelecidas áreas de conservação como Parques Nacionais ou Reservas Marinhas.

Nos dias 4 e 5 de Agosto, o Hotel Radisson Blu acolheu o 1.º Diálogo Nacional sobre Outras Medidas Eficazes de Conservação Baseadas em Áreas (OMECs), iniciativa pioneira no país. O encontro reuniu especialistas, representantes governamentais, organizações da sociedade civil, entidades privadas e parceiros internacionais.

As OMECs correspondem a zonas que, embora não integradas no sistema formal de áreas protegidas, desempenham um papel crucial na conservação. Podem ser territórios de uso comunitário, propriedades privadas, espaços militares, empreendimentos turísticos ou regiões onde se aplicam práticas de gestão sustentável dos recursos naturais.

A organização esteve a cargo do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), em articulação com instituições como a WWF, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a Rare, a REGECOM e a WCS. O apoio financeiro foi assegurado pela IUCN, através do programa BIOPAMA, e pela WWF.

De acordo com a WWF Moçambique, o encontro procurou clarificar este conceito, debater benefícios e incentivos ao seu reconhecimento em Moçambique e lançar as bases para um roteiro nacional que permita a sua implementação estruturada.

Ao longo das sessões, os participantes analisaram exemplos práticos, trocaram experiências nacionais e internacionais e identificaram os principais desafios e oportunidades para a integração das OMECs nas políticas públicas de conservação.

A realização deste diálogo representou um passo decisivo para que Moçambique valorize e reconheça oficialmente espaços que já contribuem para a preservação ambiental, ainda que fora do quadro legal das áreas protegidas.

A iniciativa alinhou-se com a Meta 3 do Quadro Global da Biodiversidade, que estabelece como objectivo proteger, até 2030, pelo menos 30% das zonas terrestres e marinhas do planeta – uma meta em que o país regista progressos, mas onde o domínio marinho continua a exigir um esforço acrescido.

Foto: WWF Moçambique

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