Fonte: Mongabay
Dez países africanos da região ocidental do Oceano Índico, incluindo Moçambique, comprometeram-se a criar uma rede de áreas de conservação marinhas para acelerar o objetivo de chegar à meta de proteção de 30% dos oceanos até 2030.
O objetivo final ainda é longínquo já que menos de 10% da extensão marinha desta região atualmente desfruta de qualquer proteção, e uma avaliação recente como alerta o Mongabay destacou o alto preço desse fracasso: todos os recifes de coral estão sob alto risco de colapso nos próximos 50 anos.
O foco desses esforços não será apenas os recifes de coral, mas também os mangais e prados de ervas marinhas, um ecossistema subaquático menos conhecido, crítico para a captação de carbono e a biodiversidade oceânica.
Sobrepesca, o aquecimento ou a extração de petróleo e gás estão no topo das preocupações quando se fala de potenciais ameaças à saúde do Oceano Índico.
Estes dez países uniram-se, assim, para criar uma rede de áreas de preservação marinha sob a bandeira da ‘Grande Muralha Azul’.
A ideia é expandir as áreas de conservação, incluindo aquelas que ultrapassam as fronteiras nacionais.
Apenas cerca de 5 a 8% da área marinha no Oceano Índico está sob alguma forma de proteção legal, muito longe da meta de proteger 30% das terras e oceanos da Terra até 2030. Conhecida como “30 até 30”, esta meta ganhou força globalmente antes de uma cúpula de biodiversidade histórica este ano.
A iniciativa Grande Muralha Azul, lançada em novembro, visa promover a cooperação transfronteiriça entre 10 nações: Comores, Quénia, Madagáscar, Maurícias, Moçambique, Seicheles, Somália, África do Sul, Tanzânia e Reunião (França).
A Grande Muralha Azul é inspirada na Grande Muralha Verde da África. No ano passado, a iniciativa de ecologização, lançada em 2007 para conter a desertificação na região do Sahel, na fronteira com o Saara, garantiu milhões de dólares em financiamento à medida que o movimento para combater as mudanças climática ganhava impulso.
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