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Kambaku

Moçambique endurece fiscalização para travar contrabando de pau-preto

Ago 26, 2025 |

Moçambique decidiu apertar o cerco ao comércio ilegal de pau-preto (Dalbergia melanoxylon), madeira valiosa sob protecção da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens (CITES).

O Governo anunciou um conjunto de medidas com o objectivo de impedir que o país seja afastado do mercado global de madeiras preciosas, de acordo com a Revista Terra.

Segundo o director nacional de Florestas e Fauna Bravia, Imede Falume, está em marcha um plano de acção que prevê maior fiscalização nas zonas de exploração, reforço dos mecanismos de rastreabilidade e revisão integral do processo de licenciamento das exportações.

Imede Falume garantiu à margem da Conferência Nacional sobre o Maneio Comunitário de Recursos Naturais, em Maputo, que “estamos determinados a passar toda a actividade de exportação a pente fino, em estrita conformidade com as normas da CITES, precisamente para evitar sanções que seriam economicamente prejudiciais, tendo em conta o peso que as exportações de pau-preto representam para o país”

O alerta internacional surgiu depois de reiteradas críticas à fraca eficácia no combate ao contrabando. Organismos de monitorização acusam Moçambique de falhar na contenção da extracção ilegal, situação que levou a CITES a impor um tecto máximo anual de 90 mil toneladas para exportação de pau-preto.

Embora reconheça que continuam a existir redes clandestinas activas, o responsável governamental assegura que os indicadores apontam para um decréscimo gradual do problema.

Segundo a Revista Terra fontes ligadas ao sector florestal confirmam que a Secretaria da CITES mantém Moçambique sob apertada vigilância, devido às fragilidades nos postos fronteiriços, frequentemente apontados como pontos críticos para a saída ilegal da madeira em direcção sobretudo ao mercado asiático.

Até agora, não existe qualquer comunicação formal sobre uma eventual exclusão do país das transacções internacionais. Ainda assim, as autoridades moçambicanas afirmam estar empenhadas em recuperar a confiança externa e preservar o estatuto de fornecedor credível e sustentável desta espécie de alto valor comercial.

Foto: gilmerwood.com

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