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Molori Mashuma: Design sustentável cada vez mais baseado em materiais e cultura locais

Fev 26, 2024 |

O atelier de arquitectura sul-africano Hesse Kleinloog baseia o seu processo criativo no local de cada projecto. Com trabalhos em diversos países de África, a tendência que marca a sua proposta de valor no design sustentável está alicerçada nos materiais e na cultura local.

Andrea Kleinloog, uma especialista em interiores e cofundadora do Hesse Kleinloog Studio acredita, como conta a Condé Nast Traveler que o processo de projectar um hotel sustentável começa pelo local.

No novo Molori Mashuma, no Zimbábue, as paredes são feitas com palha e revestimento têxtil, os decks são construídos com madeira local e as almofadas do sofá são feitas de tecido reciclado e bordadas como parte de uma iniciativa comunitária na África do Sul. Sustentabilidade, Kleinloog diz, exige uma abordagem holística que varia de acordo com a localização: “não há uma solução única”.

Kleinloog e a sua sócia, Megan Hesse, fazem parte de um grupo de mulheres criativas que lideram a definição do que significa sustentabilidade para o design de hospitalidade. Isso inclui dar prioridade a materiais reciclados, sempre enfatizando o local e fazendo tudo ao seu alcance para minimizar o impacto ambiental. São herdeiras de um grupo incontornável na indústria – incluindo Kit Kemp, Kelly Wearstler e Alexandra Champalimaud – que trouxeram frescura e inovação ao design de hotéis nas últimas décadas.

Para muitos, a integração orgânica com o meio ambiente é fundamental. A arquitecta mexicana Frida Escobedo, que frequentemente está na linha entre arte e arquitectura, recentemente concluiu o Boca de Agua, um hotel de 26 quartos erguido acima de um lago translúcido em Bacalar, no México. A construção nessa área vulnerável levou-a a procurar inspiração na arquitectura local.

Outro exemplo que o artigo destaca é Anomien Smith, directora criativa da Luxury Frontiers, em Joanesburgo, que viu as suas tendas de lona de baixo impacto e removíveis, usadas em muitos acampamentos de Wilderness, serem exportadas para todo o mundo. Smith é prova de que o trabalho destas mulheres se pode tornar num modelo para outros hotéis, em áreas protegidas e não só.

Fotos: Wild Places Safaris

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