Nov 18, 2025 |
O Parque Nacional do Gilé divulgou informações actualizadas sobre o projecto de monitorização de búfalos, que indica que dez dos vinte colares de seguimento continuam activos.
O Estudo feito pela equipa de conservação desta área protegida localizada na Província da Zambézia, conduzido em parceria com a Fundação François Sommer, fornece dados essenciais sobre deslocações, mortalidade e interacção com as comunidades vizinhas.
Desde Agosto de 2024, dez dos vinte colares de GPS aplicados permanecem operacionais, permitindo recolher dados sobre os movimentos e comportamentos da espécie em diferentes épocas do ano, de acordo com dados disponibilizados pelo Parque Nacional do Gilé.
Segundo C. Sérié-Mérel, da Fundação François Sommer, três colares foram recuperados após a morte dos animais, resultante tanto de causas naturais como de episódios de caça furtiva. As informações obtidas, que abrangem as distâncias percorridas, a influência das estações e os potenciais conflitos com comunidades situadas na zona tampão, são consideradas fundamentais para a gestão do parque e para futuras investigações científicas.
Os registos mais recentes mostram que um grupo de búfalos tem circulado ao longo dos rios Muipige e Mucussa, enquanto outro se movimenta na região do rio Mulela e áreas adjacentes. Um dos rebanhos permanece dentro dos limites do Parque Nacional do Gilé, o que reforça o papel desta área protegida como refúgio vital para a espécie.
O acompanhamento contínuo através de colares de GPS tem-se revelado uma ferramenta essencial para compreender os padrões de mobilidade da fauna bravia e antecipar desafios de conservação num território onde a coexistência entre a vida selvagem e as populações humanas continua a exigir atenção permanente.
Em Junho, foram registadas cerca de 4.151 localizações de búfalos no Parque Nacional do Gilé. Os animais, que no mês anterior se haviam deslocado totalmente para oeste, aproximando-se de zonas agrícolas e de aldeias situadas a cerca de 30 quilómetros da Zona Tampão e a 50 quilómetros do interior do parque, acabaram por se estabelecer nessa região.
Foto: Parque Nacional do Gilé




