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Mozambique Wildlife Alliance realizou 244 intervenções veterinárias no último ano

Fev 6, 2023 |

Num balanço marcante sobre o ano de 2023, a Mozambique Wildlife Alliance (MWA) acaba de publicar os resultados da sua missão contínua de proteger a biodiversidade e interacção desta com as comunidades locais de Moçambique.

Ao longo do ano, as operações veterinárias da MWA desempenharam um papel central do trabalho realizado por esta ONG moçambicana. Os números falam por si: 33 Operações de Tratamento, 66 Operações de Translocação, 134 Operações de Colocação de Coleiras e 11 Operações de Remoção de Cornos de Rinoceronte. Ao todo foram 244 intervenções veterinárias no ano que terminou.

A equipa veterinária trabalhou na protecção de diversas espécies, desde os majestosos rinocerontes até os esquivos pangolins. Em 2023, e segundo reporta a MWA as espécies intervencionadas pela organização incluíram rinocerontes negros e brancos, búfalos, chitas, elefantes, girafas, hienas, leões, leopardos, pangolins, diferentes espécies de ungulados, cães selvagens, entre outros. A MWA lembra que o ano de 2023 culminou no resgate bem-sucedido de uma jovem Águia-pescadora-africana na Cidade de Maputo, exemplificando o compromisso da organização em garantir o bem-estar e a conservação da valiosa vida selvagem de Moçambique.

No campo da mitigação de conflitos humanos e da vida selvagem a MWA respondeu a 111 dos 181 conflitos reportados e conduziu 13 sessões de treinamento em todo o país. A organização adotou métodos eficazes, como cornetas de ar, estalos de pássaros e fogos de artifício, com taxas de sucesso notáveis de 74%, 63% e 64%, respectivamente. Além disso, a implementação de campos cooperativos com cercas eléctricas atingiu uma taxa de 100%. Este compromisso integral reflete não apenas a resolução de conflitos imediatos, mas também investe no empoderamento da comunidade local, criando soluções sustentáveis e educativas para coexistir harmoniosamente com a vida selvagem em Moçambique.

A MWA destaca ainda algumas histórias comoventes – uma chita, amputada em maio de 2022, reintroduzida na natureza um ano e três meses depois. Numa audaciosa missão de translocação, 11 cães selvagens africanos foram salvos de armadilhas e conflitos entre humanos e vida selvagem, garantindo-lhes um futuro promissor no Parque Nacional da Gorongosa. Um participante inesperado, Eduardo, jardineiro da MWA, juntou-se a uma missão de colocação de coleiras em elefantes, enfatizando o espírito inclusivo de seus esforços de conservação.

Reconhecendo o poder das parcerias, a MWA expressa ainda profunda gratidão às instituições, parceiros e stakeholders, com um agradecimento especial à ANAC, que permaneceu firme a cada passo.

No ano que agora começa a MWA prevê que “ao entrarmos em 2024, o nosso compromisso de preservar a vida selvagem de Moçambique permanece mais forte do que nunca. Juntos, enfrentaremos novos desafios, celebraremos mais vitórias e continuaremos a ser a voz para aqueles que não podem falar por si mesmos”.

Fotos: MWA

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