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Kambaku

MWA conduz operação de remoção de cornos de rinocerontes brancos na reserva de Sabie

Nov 12, 2024 |

Seis rinocerontes-brancos foram recentemente submetidos a um processo remoção de cornos em zonas protegidas perto da fronteira com o Parque Nacional do Kruger, uma das áreas de maior biodiversidade da África Austral.

A medida visa reduzir significativamente os riscos de caça furtiva numa região em que esta ameaça se mantém alarmantemente elevada e representa um esforço para assegurar a preservação dos rinocerontes em Moçambique, segundo a ONG moçambicana Mozambique Wildlife Alliance (MWA).

A operação resulta de uma parceria consolidada entre várias organizações e instituições dedicadas à conservação da fauna selvagem, incluindo a MWA, o Sabie Game Park, a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e a Polícia Ambiental de Moçambique (PPRAM). Este esforço conjunto pretende não só proteger a vida destes rinocerontes, mas também desencorajar a caça ilegal, motivada pela procura lucrativa do chifre de rinoceronte, um dos bens mais cobiçados no mercado negro.

A remoção de cornos é reconhecida como uma técnica eficaz no combate à caça furtiva, uma vez que elimina a principal motivação dos caçadores ao retirar o chifre, que, sendo altamente valorizado no mercado clandestino, coloca os rinocerontes numa posição de risco extremo. Ao remover este incentivo, a desorna tem-se mostrado uma ferramenta de prevenção valiosa para a preservação da espécie.

Esta intervenção é suportada pelo Rhino Recovery Fund, entidade que financia projetos dedicados à proteção e recuperação das populações de rinocerontes em perigo. O fundo disponibilizado é crucial para implementar estas operações dispendiosas mas de grande impacto, que trazem esperança para a sobrevivência da espécie e contribuem para a estabilidade ecológica da região.

A protecção dos rinocerontes em Moçambique representa um passo significativo para a conservação da biodiversidade, assegurando não só o futuro destes animais, mas também promovendo o equilíbrio dos ecossistemas locais. A continuidade destes esforços é vital para preservar as espécies selvagens da região e consolidar uma política de conservação que respeite e valorize o património natural africano.

Fotos: MWA

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