Ago 10, 2026 |
Cinco leões, uma chita e ainda elefantes de duas manadas foram alvo de intervenções veterinárias na Coutada 11, no Delta do Zambeze, ao longo de sete dias.
De acordo com a Mozambique Wildlife Alliance (MWA), organização moçambicana que assegurou a componente veterinária da operação, em parceria parceria com a Zambeze Delta Conservation, a Zambeze Delta Safaris e Ivan Carter, a operação destinou-se a apoiar a gestão da conservação e a monitorização de longo prazo das espécies nesta área do complexo de Marromeu, na província de Sofala.
De acordo com a MWA, a operação veretirária incluiu a intervenção em cinco leões para a substituição de quatro colares satélite e a remoção da coleira a um quinto animal. Foram também igualmente colhidas amostras biológicas de cada indivíduo para acompanhamento do estado sanitário e para investigação científica.
A população de leões da concessão ultrapassou a centena de animais, sete anos depois da translocação de 24 exemplares realizada em 2018, no âmbito de um projecto conduzido pela Zambeze Delta Conservation and Anti-Poaching.
A operação no Delta do Zambeze, mais precisamente na Coutada 11, é uma das áreas moçambicanas onde a recuperação de grandes carnívoros tem sido mais documentada, tendo esta acção incluido ainda a colocação de um colar satélite numa chita.
Em 2021, a concessão reintroduziu a chita com 12 animais provenientes da África do Sul e do Malawi, numa espécie ausente da região havia mais de três décadas, com o apoio da Administração Nacional das Áreas de Conservação e financiamento da Fundação da Família Cabela.
Durante a expedição veterinária foram também colocados colares satélite em elefantes de duas manadas distintas, com recolha de amostras biológicas durante os procedimentos, também para investigação e monitorização de longo prazo.
Fotos: MWA




