Mar 25, 2025 |
Uma chita ferida, apanhada numa armadilha de caçadores furtivos, foi recentemente resgatada e devolvida à liberdade numa operação coordenada entre especialistas em conservação da vida selvagem no Delta do Zambeze.
De acordo com a ONG moçambicana dedicada à vida selvagem Mozambique Wildlife Alliance (MWA), o animal sofreu um grave ferimento na pata traseira esquerda, exigindo uma intervenção rápida para garantir a sua sobrevivência.
A equipa veterinária da MWA, em colaboração com a Zambeze Delta Conservation and Anti-Poaching, removeu a armadilha, tratou a ferida e estabilizou a chita. Posteriormente, a recuperação foi acompanhada de perto durante dois meses numa boma, onde se assegurou que o animal recuperasse totalmente a força e a mobilidade necessárias para regressar ao seu habitat natural.
A semana passada, após um último exame de saúde sob anestesia, a chita foi libertada em segurança. Livre mais uma vez, voltou a percorrer as vastas planícies de Moçambique, mais concretamente na Coutada 11, de onde pertence e na qual a espécie foi reintroduzida recentemente.
O uso de armadilhas continua a representar uma grave ameaça à vida selvagem, mas histórias como esta demonstram o impacto positivo da ação coordenada entre organizações e defensores da natureza.
A recuperação e reintegração bem-sucedidas deste felino têm sido possíveis graças ao esforço da Zambeze Delta Conservation and Anti-Poaching, ao trabalho da Mozambique Wildlife Alliance e ao apoio da Cabela Family Foundation.
A protecção da fauna moçambicana depende de uma luta constante contra a caça furtiva e do apoio das comunidades locais. Apenas através da sensibilização e do reforço das medidas de conservação será possível garantir um futuro seguro para espécies icónicas como a chita nas terras selvagens de Moçambique.


Fotos: Zambeze Delta Conservation and Anti-Poaching




