Mar 3, 2025 |
A Mozambique Wildlife Alliance (MWA) registou no ano de 2024 um marco significativo na gestão da vida selvagem, ao responder a 201 conflitos entre comunidades humanas e fauna bravia.
A MWA esteve na linha da frente deste esforço, assegurando o equilíbrio entre comunidades e biodiversidade, uma missão essencial de aproximação entre conservação da vida selvagem e a normal atividade das comunidades rurais que vivem no interior ou à volta das áreas protegidas.
Esta ONG moçambicana destaca no seu relatório anual que 153 animais foram equipados com colares de rastreamento, permitindo um acompanhamento mais eficaz para garantir a sua segurança e bem-estar. Foram tratados 10 ferimentos provocados por actividades humanas, assegurando que os animais recebessem os cuidados necessários para a sua reabilitação e sobrevivência.
A MWA reporta também que 230 animais foram deslocados em Moçambique durante o ano de 2024, incluindo 200 búfalos, na maior translocação já registada no país que levou estes animais entre o Delta do Zambeze e o Parque Nacional do Gilé.
No que se refere ao combate à caça furtiva um total de 44 rinocerontes foram descornados como estratégia de protecção contra caçadores ilegais.
Já no campo da saúde animal e equilíbrio ecológico 379 cães e gatos pertencentes às comunidades foram vacinados e esterilizados, contribuindo para a redução da propagação de doenças e para ecossistemas mais saudáveis.
Um total de 691 pessoas foram formadas em estratégias de prevenção e mitigação de conflitos com animais selvagens, reforçando o conhecimento e as ferramentas necessárias para um convívio harmonioso.
Cinco comunidades foram beneficiadas com cercas eléctricas, contribuindo para a segurança alimentar e a protecção das colheitas contra a fauna selvagem.
Foto: MWA




