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Kambaku

Niassa inicia monitorização de abutres com dispositivos GPS para combater caça ilegal

Out 1, 2024 |

A Reserva Especial do Niassa, em colaboração com a Endangered Wildlife Trust, deu início a um projecto inovador de monitorização de abutres através da colocação de dispositivos GPS. A iniciativa visa combater a crescente ameaça da caça furtiva, em particular o envenenamento, que tem afectado gravemente esta espécie.

A equipa encarregue da captura e monitorização dos abutres é composta por biólogos e investigadores da Wildlife Alliance, juntamente com técnicos de monitorização ecológica da Luwire, Wildlife Conservation Society  e da administração da própria reserva.

De acordo com a RE do Niassa, o principal objectivo deste plano é reduzir o número de abutres mortos por envenenamento. Como estas aves chegam rapidamente às carcaças de animais abatidos, são muitas vezes vítimas involuntárias de práticas ilegais de caça furtiva.

A estratégia de monitorização baseia-se no comportamento natural dos abutres. Ao serem observados vários abutres equipados com colares GPS a convergirem para uma área específica, as equipas de monitorização podem intervir prontamente.

A presença massiva destas aves num mesmo local pode indicar a existência de uma carcaça, o que leva à rápida investigação para determinar se o animal morreu de causas naturais ou se foi alvo de envenenamento.

Para além essenciais na detecção de caça furtiva, os abutres desempenham um papel crucial no ecossistema. Alimentando-se de carcaças, ajudam a remover restos de animais mortos que, de outra forma, poderiam contaminar o solo e as fontes de água. Esta limpeza natural é vital para a prevenção de surtos de doenças que podem afectar tanto a fauna local como, indirectamente, os seres humanos.

Estas aves possuem também características biológicas únicas que lhes permitem consumir carne em estado de decomposição sem sofrerem quaisquer consequências. O seu sistema digestivo altamente resistente a patógenos garante que os abutres possam desempenhar o seu papel de “limpadores” da natureza, sem se colocarem em risco de infecções.

Fotos: REN

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