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O histórico regresso do rinoceronte a Moçambique

Jul 1, 2022

Os primeiros 19 de um total de 40 rinocerontes foram transcolados com sucesso da África do Sul para o Parque Nacional de Zinave, em Moçambique, naquela que foi a maior transferência terrestre de rinocerontes já feita até ao momento.

Esta iniciativa pioneira de reintrodução de espécies na natureza, a primeira de uma série de transferências de rinocerontes brancos e pretos, é o resultado de uma parceria entre a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), a Peace Parks Foundation e a Exxaro Resources, com o apoio e colaboração dos governos de Moçambique e África do Sul.

Até o momento, foram introduzidos no Zinave, segundo a PPF, 2.400 animais de 14 diferentes espécies, incluindo Elefantes, Palapalas, Girafas, Búfalos, Zebras, Gnus, Leopardos e Hienas. Destaca-se que uma pequena população de leões se estabeleceu no parque, indicando a funcionalidade dos corredores entre os cinco parques nacionais da Área de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo (TFCA) entre Moçambique, África do Sul e Zimbábue.

A introdução de rinocerontes em Zinave é o ponto alto do programa de reintrodução de vida selvagem e uma medida importante para a sobrevivência da espécie, estabelecendo uma nova população fundadora num parque nacional de Moçambique.

Nas últimas décadas, mais de 8.000 rinocerontes negros e brancos (mais de um terço da população total restante no mundo) foram perdidos para a caça furtiva na África austral, reduzindo drasticamente as últimas populações selvagens desta espécie emblemática.

Para proteger os rinocerontes, a reintrodução destes animais em habitats adequados, com capacidade para reconstruir grandes grupos de reprodução viáveis em sistemas abertos e seguros sob medidas fortes de segurança e conservação, é uma das várias medidas actualmente empreendidas pela Peace Parks Foundation para ajudar a proteger esta espécie e o Zinave é um refúgio seguro e uma história de sucesso na conservação.

O parque de 408.000 hectares foi deixado em ruínas após uma guerra civil que durou 16 anos. Através de um amplo programa de reintrodução de espécies e restauração, iniciado em 2016, a ANAC e a Peace Parks Foundation transformaram completamente a paisagem, desenvolvendo infraestruturas e capacidade, melhorando a gestão e a segurança da conservação e dando nova vida ao que já foi chamado de “parque silencioso”.

Fotos e Vídeo: Peace Parques Foundation

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