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Kambaku

Peace Parks reforça combate a pesca ilegal através de projectos comunitários em Moçambique

Jul 1, 2025 |

A pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU) continua a ser uma das maiores ameaças à biodiversidade marinha e aos meios de subsistência das comunidades piscatórias africanas.

Em resposta a esta ameaça, a Peace Parks Foundation revelou os resultados concretos no terreno que estão a ser implementados em projectos de pesca sustentável em Moçambique e na Zâmbia.

A iniciativa é liderada pela Peace Parks Foundation, em colaboração com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) de Moçambique e autoridades comunitárias da Zâmbia. O objectivo é combater práticas destrutivas e devolver às comunidades o controlo responsável sobre os recursos aquáticos.

De acordo com a Peace Parks Foundation, no Parque Nacional de Maputo, em Moçambique, 268 membros das comunidades de Inhaca, Mabuluko e Santa Maria estão actualmente envolvidos em práticas de pesca sustentável, promovidas pela Peace Parks Foundation e pela ANAC.

Além da pesca artesanal controlada, 56 moradores — 40 dos quais mulheres — estão a produzir tilápia em tanques de aquacultura, com um total actual de 15.504 peixes cultivados. Esta actividade garante não apenas proteína para consumo local, como também gera rendimentos regulares para as famílias.

Outro destaque vai para a gestão comunitária de mexilhões, com 2,8 toneladas de biomassa sob supervisão de 42 residentes locais, dos quais mais de 50 quilos são vendidos mensalmente nos mercados da região.

Na região zambiana da Simalaha Community Conservancy, 112 pescadores de 13 aldeias têm agora controlo partilhado sobre 107.000 hectares de lagoas do sistema do rio Zambeze. A gestão inclui oito reservas piscatórias protegidas e 16 campos de pesca temporários, concebidos para permitir a regeneração dos stocks e garantir a viabilidade da actividade a longo prazo.

Estes projectos integram-se na estratégia global da Peace Parks Foundation de apoio à luta contra a pesca IUU, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). A fundação destaca que a pesca ilegal compromete não apenas a conservação ambiental, como também a segurança alimentar e o rendimento dos pescadores que actuam dentro da legalidade.

Fotos: oceana.org

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