Set 15, 2026 |
O Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto (PNAB) plantou instalou 1.500 fragmentos de coral ao largo da Ilha de Santa Carolina, em Inhambane.
Trata-se da primeira fase de um projecto de restauro de recifes conduzido com a Wild Impact e a Mars Sustainable Solutions e responde às ameaças que pesam sobre estes ecossistemas, com destaque para o aumento da temperatura da água e os episódios de branqueamento, de acordo com o PNAB.
Ao todo foram colocadas 100 estruturas Reef Stars, que sustentam os fragmentos recolhidos no 2 Mile Reef e pertencentes aos géneros Acropora, Montipora e Stylophora. A escolha recai sobre corais ramificados, de crescimento mais rápido, o que permite ganhos visíveis de cobertura em poucos anos.
O método não é novo, mas é a primeira vez que chega a esta escala no arquipélago do Bazaruto. O sistema foi desenvolvido a partir de 2006 no Arquipélago de Spermonde, na Indonésia, e assenta em estruturas de aço revestidas a areia de coral ou calcário, que não são colocadas isoladamente, de acordo com a International Coral Reef Initiative.
As peças são amarradas umas às outras, formando uma teia ancorada sobre fundos de cascalho onde o recife já colapsou, e o coral cresce até envolver o metal. A mesma organização indica que, nos recifes indonésios restaurados por esta via, a cobertura de coral rondava os 60 por cento ao fim de três anos.
A aposta tem peso para lá do arquipélago uma vez que os recifes sustentam a cadeia alimentar de que dependem as comunidades piscatórias da província e funcionam como barreira natural contra a erosão costeira.
Criado em Maio de 1971 nos distritos de Vilankulo e Inhassoro, o Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto é o mais antigo parque marinho de Moçambique. Em 2017 a African Parks assinou um acordo de gestão de 25 anos com a Administração Nacional das Áreas de Conservação(ANAC). A área protege a última população viável de dugongos do Oceano Índico Ocidental, contabilizada em 250 animais em 2021.



Fotos: PNAB




