Jun 3, 2025 |
O Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto (PNAB) implementou uma medida inovadora destinada à preservação da sua rica biodiversidade marinha: a instalação de boias de controlo de velocidade ao longo das suas águas protegidas.
Esta acção, levada a cabo em colaboração com a Tui Care Foundation e a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), visa reforçar a segurança na navegação e proteger ecossistemas de elevada sensibilidade, de acordo com o PNAB.
As novas boias, estrategicamente colocadas em zonas de grande concentração de vida marinha, têm como principal objectivo minimizar o risco de colisões com espécies vulneráveis, como o emblemático dugongo, além de proteger recifes de coral e áreas de alimentação de diversas espécies marinhas. Estes ecossistemas, fundamentais para o equilíbrio ambiental da região, enfrentam ameaças crescentes devido ao aumento do tráfego marítimo e à pressão das actividades humanas.
As boias agora instaladas estipulam uma velocidade máxima de navegação de 10 nós, aproximadamente 18,5 quilómetros por hora. Esta restrição procura promover comportamentos mais responsáveis entre os navegantes e contribui para a redução do stress sobre a fauna marinha e a diminuição do risco de acidentes.
De acordo com Ailina Sefane, responsável de projectos do Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto, “o uso de boias de controlo de velocidade em zonas ricas em espécies marinhas é uma estratégia para a protecção da biodiversidade e a segurança na navegação. Essas áreas são frequentemente associadas a ecossistemas sensíveis como zonas de observação de Dugongos, recifes de corais e áreas de alimentação de várias espécies”, diz.
Para além do controlo efectivo, esta iniciativa procura sensibilizar operadores turísticos, pescadores e visitantes para a importância da conservação dos habitats marinhos e da adopção de práticas sustentáveis.
Com esta medida, o Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto reforça a sua posição de referência na gestão sustentável de áreas protegidas em Moçambique, servindo de exemplo para outras regiões que enfrentam desafios semelhantes.

Fotos: PNAB




