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Kambaku

PN Maputo reforça fiscais comunitários em zonas tampão de Salamanga e Tchia

Jul 16, 2024 |

O Parque Nacional de Maputo reforçou a equipa de fiscais comunitários que desempenham um papel crucial na prevenção de conflitos e na promoção da coexistência pacífica entre as comunidades locais e a fauna selvagem.

Uma das medidas passou pelo reforço das unidades de ficais comunitários permanente com novos elementos contratados a título sazonal. Outra passou pelo fornecimento de material de prevenção em situações de perigo iminente e novos uniformes para os seus colaboradores locais, numa iniciativa destinada a melhorar a segurança e o reconhecimento dos fiscais comunitários,

Os fiscais comunitários são considerados os melhores aliados na conservação do parque. São membros das comunidades vizinhas, treinados pelo Parque Nacional de Maputo em parceria com a Mozambique Wildlife Alliance.

O programa conta com o apoio da MozBio Moçambique e da Peace Parks Foundation, e tem como objectivo monitorar o movimento dos animais selvagens e afugentá-los quando se aproximam das machambas pertencentes às comunidades locais.

Este trabalho, além de contribuir significativamente para a protecção da fauna, proporciona uma renda fixa aos fiscais, ajudando no sustento das suas famílias e impactando positivamente as suas comunidades do ponto de vista económico. Os novos equipamentos permitirão que os fiscais realizem as suas tarefas com maior segurança e sejam prontamente reconhecidos pelos membros das suas comunidades, fortalecendo a confiança e a colaboração local.

De acordo com Maria Pinto, Oficial de Conservação do Parque Nacional de Maputo, “no âmbito da reestruturação do programa da Unidade de Mitigação de Conflitos com a Fauna Bravia e olhando para aquilo que é a área do parque, das comunidades residentes na área tampão, chegou-se à conclusão que havia essa necessidade de não dependeremos apenas dos fiscais e olharmos para aquilo que é o apoio e a colaboração da comunidade”. “Então neste sentido pensou-se na introdução de fiscais comunitários nos pontos, nos povoados, nos locais onde tínhamos grande foco de conflito. Iniciámos em 2022 com quatro fiscais comunitários e tendo em conta o resultado que obtivemos nesse período decidimos aumentar a equipa e contratamos mais fiscais comunitários. Os quatro que temos são permanentes e contratamos mais fiscais a título sazonal em outros povoados” explica.

De acordo com Inácio Gumende, Fiscal Comunitário da Comunidade de Tchia, “ao ser fiscal eu sinto-me muito melhor porque estou a minimizar o conflito na comunidade. A comunidade consegue-me ligar e dizer no sítio x há elefante”.

Samu Mabica, Fiscal Comunitário da Comunidade de Salamanga garante que “o fiscal comunitário tem um trabalho importante e pode aproximar as pessoas tanto nas escolas, explicar sobre os animais. Nós estamos numa zona tampão do parque então em qualquer movimento em que nós andamos é normal podermos cruzar com este tipo de animais e há muitas pessoas que precisam deste tipo de explicação para saber como se defender. Pior as crianças, andam distância para as escolas então pelo caminho pode estar a andar e ficar sem saber o que fazer”, diz.

Fotos: Parque Nacional de Maputo

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