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Remoção de cornos como último recurso na protecção dos rinocerontes na Greater Lebombo

Abr 2, 2024 |

A ANAC e a Mozambique Wildlife Authority (MWA) avançaram com uma nova operação de remoção de cornos dos rinocerontes reintroduzidos recentemente no Sul de Moçambique. Este último recurso tem como objectivo impedir os ataques de furtivos e assim travar o comércio ilegal de vida selvagem protegendo a espécie.

Garantida por uma colaboração entre a ANAC e a MWA, com o apoio do Rhino Recovery Fund, a operação teve lugar na Greater Lebombo Conservancy (GLC) e descornou um total de oito rinocerontes, incluindo cinco machos e três fêmeas.

Este procedimento, embora possa parecer drástico à primeira vista, é uma estratégia eficaz na proteção desses animais da ameaça constante da caça furtiva, tal como explica a MWA.

Altamente valorizado no mercado ilegal de partes ou de animais selvagens os cornos começaram a ser removidos com o fim de proteger os Rinocerontes de moçambique de um fim trágico que poderia levar ao seu desaparecimento do país. Esta iniciativa visa a protecção da população de rinocerontes na região, desempenhando um papel fundamental na conservação desta carismática espécie de grande porte.

Como explica a MWA “a descorna é um procedimento não invasivo realizado por equipas veterinárias com um mínimo de stress para os animais. Como o corno do rinoceronte é composto por queratina, semelhante às unhas humanas, a sua remoção não causa dor ou dano ao rinoceronte”.

Esta operação é um exemplo da eficácia das estratégias colaborativas de conservação. Ao unir recursos, conhecimentos e esforços, as partes interessadas podem implementar medidas impactantes para proteger espécies vulneráveis, como é o caso dos rinocerontes.

Fotos: MWA

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