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Kambaku

Reserva do Niassa recebe pontas de marfim e pangolim vivo apreendidos em Cuamba

Set 28, 2026 |

A Reserva Especial do Niassa recebeu pontas de marfim e um pangolim vivo apreendidos pelas autoridades no distrito de Cuamba, província do Niassa.

Este foi o resultado de uma operação de controlo levada a cabo pela Procuradoria da República da Cidade de Cuamba numa missão coordenada com o Serviço Nacional de Investigação Criminal daquele distrito do norte de Moçambique, de acordo com a Reserva Especial do Niassa (REN).

Como explica a mesma fonte, o pangolim irá agora ser mantido em observação antes de ser devolvido ao habitat natural, tratando-se de uma espécie classificado como uma das mais ameaçadas pelo tráfico de fauna bravia. A REN recorda que o elefante é um engenheiro do ecossistema, com o comércio ilegal de marfim entre as principais ameaças à sua sobrevivência.

As duas espécies estão protegidas pela CITES e o pangolim consta do Apêndice I, o nível mais elevado de restrição ao comércio internacional. As oito espécies de pangolim passaram para esse apêndice desde 2017, numa altura em que o comércio já se tinha deslocado da Ásia para África. Desde 2001, dois terços dos casos de comércio de pangolins inteiros, vivos ou mortos, envolviam espécies africanas.

A apreensão surge num período de recuperação das populações de elefante no país. No Niassa, a pressão sobre os elefantes recuou de forma acentuada. De acordo com a AIM, a reserva não regista casos de caça furtiva de elefantes desde 2018, um resultado atribuído ao reforço de fiscais e de meios motorizados, náuticos e aéreos. A área tem 42.000 quilómetros quadrados e cerca de 60 mil habitantes.

A reserva apela ainda à denúncia da caça furtiva, do tráfico e da venda ilegal de animais e dos seus produtos, sublinhando que a protecção destas espécies não cabe apenas às autoridades.

Foto: REN

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