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Kambaku

Resgates aéreos no Parque Nacional do Limpopo na resposta às cheias

Jan 20, 2025 |

As cheias que estão a afectar o sul de Moçambique e a África do Sul obrigaram a resgates aéreos no Parque Nacional do Limpopo, onde helicópteros salvaram pessoas isoladas em zonas inundadas.

No distrito de Chicualacuala, província de Gaza, a situação levou à activação de meios aéreos de emergência. A administração do Parque Nacional do Limpopo, em coordenação com o Governo distrital, mobilizou um helicóptero de patrulha de fiscalização para prestar assistência no Posto Administrativo de Pafuri, uma das zonas mais afectadas pela subida das águas, de acordo com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).

A operação permitiu o salvamento de três mulheres que se encontravam isoladas devido à inacessibilidade da área. Uma das mulheres estava em estado grave e as outras duas necessitavam de cuidados de parto. Face à impossibilidade de acesso por via terrestre, as vítimas foram evacuadas por helicóptero para o Centro de Saúde de Chicualacuala, onde recebem acompanhamento médico.

Em paralelo, a ANAC e a Peace Park Foundation estão a prestar apoio às comunidades locais afectadas pelas cheias, ajudando famílias que perderam bens e enfrentam dificuldades de acesso a serviços essenciais.

De acordo com a Agência Lusa, a crise em Moçambique ocorre num contexto regional de precipitação extrema. A África do Sul declarou situação de catástrofe nacional após chuvas torrenciais provocarem pelo menos 30 mortos no norte do país, sobretudo nas províncias de Limpopo e Mpumalanga, com destruição de casas, estradas e pontes.

As autoridades sul-africanas indicaram que pelo menos mais três províncias foram afectadas, e as inundações obrigaram ao encerramento temporário do Parque Nacional Kruger, de onde centenas de turistas e funcionários foram retirados de acampamentos inundados.

Moçambique, África do Sul e Zimbábue registam em conjunto mais de 100 mortos desde o início das chuvas no final do ano passado, confirmando a dimensão transfronteiriça do fenómeno.

No caso moçambicano, o agravamento das cheias está também associado ao aumento dos caudais de rios partilhados com a África do Sul, como o Limpopo, que atravessa o parque com o mesmo nome, elevando o risco para comunidades ribeirinhas.

As autoridades apelam à população para manter vigilância e seguir as orientações da protecção civil, numa altura em que os níveis dos rios permanecem elevados e as previsões apontam para a continuação de instabilidade meteorológica.

Foto: ANAC/Peace Park Foundation

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