Out 15, 2024 |
Numa cerimónia realizada em South Kensington, Londres, foram revelados os vencedores do prémio Wildlife Photographer of the Year de 2024. No 60º aniversário o prémio teve um número recorde de 59.228 inscrições provenientes de 117 países e territórios.
A exposição principal foi inaugurada na passada sexta-feira, no Museu de História Natural de Londres, onde são exibidas as 100 imagens premiadas deste ano. A mostra irá também percorrer várias cidades do Reino Unido e internacionais, incluindo paragens na Austrália, Canadá, França e Alemanha, com datas a anunciar.
O grande vencedor deste ano foi o fotojornalista canadiano Shane Gross, especializado em conservação marinha, com a sua impressionante imagem “The Swarm of Life” (O Enxame de Vida), captada nas águas de Cedar Lake, na Ilha de Vancouver, Colúmbia Britânica. A fotografia retrata um enxame de girinos de sapo ocidental num momento de transição. Esta espécie, cuja sobrevivência está ameaçada pela destruição de habitats e pela presença de predadores, enfrenta uma taxa de mortalidade elevada, com cerca de 99% dos girinos a não sobreviverem até à idade adulta (ver a imagem em baixo).
De acordo o Natural History Museum, Shane passou várias horas a fazer snorkelling entre tapetes de nenúfares para captar esta cena subaquática, tendo especial cuidado em não perturbar o delicado fundo coberto de sedimentos e algas.
Entre as imagens mais marcantes da exposição de 2024 encontra-se “Dusting for New Evidence” (Recolhendo Novas Provas), da fotógrafa Britta Jaschinski, que vive entre a Alemanha e o Reino Unido e que destacamos neste artigo. A fotografia mostra uma investigadora da polícia metropolitana de Londres a procurar impressões digitais numa presa de marfim confiscada, utilizando pó magnético recentemente desenvolvido.
Esta técnica inovadora permite obter impressões digitais em marfim até 28 dias depois de ter sido tocado, aumentando a probabilidade de identificar os responsáveis pelo comércio ilegal de marfim. Britta passou algum tempo no departamento CITES da Border Force, onde os produtos confiscados são analisados, e esta imagem capta o esforço contínuo para combater o tráfico de espécies ameaçadas.
Os grandes vencedores foram escolhidos entre 18 vencedores de categoria, todos representando a riqueza e a diversidade da vida selvagem global. O processo de selecção foi intensivo, com cada entrada a ser avaliada anonimamente por um painel internacional de peritos, que valorizou a originalidade, narrativa, excelência técnica e ética de cada trabalho.
Para assinalar o 60.º aniversário do concurso, foi introduzido este ano o Prémio de Impacto, tanto para a categoria de adultos como para jovens, reconhecendo histórias de sucesso na conservação e mudanças positivas no meio ambiente.
Além das imagens deste ano, a exposição de 2024 incluirá uma secção especial dedicada aos vencedores do Grande Prémio ao longo das seis décadas de história do concurso. Serão exibidos troféus, tecnologia de câmaras e vídeos que exploram o impacto global da fotografia de vida selvagem, acompanhados por testemunhos de membros do júri, fotógrafos e cientistas do museu.
O Wildlife Photographer of the Year continua a inspirar e a sensibilizar para a conservação da natureza, contando com o apoio da Fundação William Brake, que é o doador associado para esta edição.

Foto: Natural History Museum




