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Richard Leakey (1944-2022). Morreu o homem que confirmou África como o berço da humanidade

Polémico, brilhante, aventureiro, conservacionista, paleoantropólogo. A lista é infindável e nunca chegaria para contar a vida de Richard Leakey que morreu no dia 2 de janeiro, aos 77 anos no seu país de origem, o Quénia.

Filho Mary e Louis Leakey, famoso casal de paleoantropólogos e que colocou África como o mais provável berço da humanidade, acabou por ser natural que os primeiros anos da vida adulta de Richard Leakey fossem precisamente em escavações em busca de fósseis e esqueletos.

Marcou a história da investigação sobre a humanidade quando em 1984 teve a sua mais significativa descoberta: um esqueleto de Homo Erectus quase completo, o menino Turkana, que data de aproximadamente 1,5 milhão de anos e é o esqueleto fóssil mais completo de um humano ancestral já encontrado.

Mais tarde, Richard Leakey acabou por dedicar toda a sua vida à conservação da vida selvagem do seu país liderando de forma marcante o Kenya Wildlife Service, nomeado pessoalmente pelo então presidente queniano, Daniel Arap Moi. Marcante foi também a sua luta contra a comercialização de marfim. Num período em que se debatia sobre como salvar o Elefante Africano do extermínio criou uma das maiores operações de propaganda anti comercialização quando ateou fogo a todas as presas de elefante apreendidas no Quénia, tendo a imagem da pilha em chamas corrido mundo.

Em 1993 sobreviveu a um desastre de avião no Vale do Rift mas que lhe custou as duas pernas. 

Morreu dia 2 de janeiro com 77 anos. 

Foto: Siegfried Modola/Reuters  in The Guardian. Em 2016 Richard Leakey com o Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta com uma pilha de dentes de elefante e cornos de rinoceronte confiscado. 

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