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MWA mostra bastidores de colocação de coleiras GPS no Parque Nacional de Maputo

Jun 11, 2024 | A Mozambique Wildlife Alliance lançou um novo vídeo que nos leva aos bastidores de uma operação de captura de girafas e colocação de rastreadores GPS no Parque Nacional de Maputo. Este conteúdo exclusivo revela o esforço conjunto de uma equipe dedicada que trabalha meticulosamente para equipar uma girafa com um rastreador GPS. Como a MWA explica, a principal meta da operação é melhorar o monitoramento da dinâmica populacional, dos movimentos e do comportamento das girafas. Estes dados são vitais para o planeamento eficaz de estratégias de conservação, permitindo uma gestão mais informada e precisa das populações de girafas no parque. Este projecto inovador foi realizado em parceria com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), o Parque Nacional de Maputo, a Peace Parks Foundation e a Giraffe Conservation Foundation. Estas colaborações são essenciais para o sucesso das iniciativas de conservação, proporcionando os recursos e conhecimentos necessários para proteger essas majestosas criaturas. O vídeo que a KAMBAKU republica destaca a complexidade e a importância das operações de rastreamento de girafas, mas também celebra a cooperação entre diversas organizações dedicadas à conservação. Ao assistir, o público pode apreciar o trabalho árduo e a dedicação envolvidos na protecção da vida selvagem do Parque Nacional de Maputo. Assista ao vídeo e descubra como a tecnologia e a colaboração podem fazer a diferença na preservação das girafas em Moçambique. Foto e Vídeo: MWA

ANAC estreia filme de animação sobre áreas de conservação para festejar 13º aniversário

Mai 28, 2024 | A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) lançou uma “banda desenhada” dedicada à consciencialização sobre os parques e reservas de Moçambique. A estreia, realizada após a participação do Director-Geral da ANAC, Pejulu Calenga, no Telejornal do Canal Internacional da Televisão de Moçambique, foi seguida pela exibição durante um jogo de futebol no canal principal da TVM. A banda desenhada, produzida e editada pela FX Estúdios de Animação – Moçambique, visa segundo a ANAC educar e sensibilizar o público para a importância das áreas de conservação no país. A iniciativa faz parte das comemorações do 13º aniversário da ANAC, instituição criada em 2011 para gerir cerca de 26% do território nacional, que é coberto por áreas de conservação. Desde sua criação, a ANAC tem-se dedicado a diversos projectos e actividades para assegurar a gestão efetiva dessas áreas, incluindo: Formação e capacitação de recursos humanos, Estabelecimento de Conselhos de Gestão, Atracção de investimentos e implantação de infraestruturas de gestão, Incremento da fiscalização e criação de mecanismos para mitigar o conflito entre humanos e fauna bravia e Reintrodução de espécies da fauna bravia. Os marcos mais importantes incluem a reforma do quadro legal com novos instrumentos normativos, expansão da rede de áreas de conservação, e o repovoamento da fauna com mais de 7.778 animais translocados, incluindo elefantes, búfalos e rinocerontes. A ANAC também reportou uma receita acumulada de mais de 574 milhões de meticais provenientes do turismo nas áreas de conservação entre 2015 e 2023. A estreia da banda desenhada é um marco importante para a ANAC, que continua a enfrentar desafios na melhoria da gestão das áreas de conservação, combate à caça furtiva e comércio ilegal de produtos da vida selvagem, garantindo a sustentabilidade financeira e promovendo a coexistência entre as comunidades locais e a fauna bravia. De acordo com a ANAC, “é uma forma que encontramos para passarmos os conteúdos através de vídeo de animação.” Financiado pelo Projecto MozBio, Banco Mundial, o vídeo de animação foi produzido e editado pela FX Estúdios de Animação – Moçambique. Imagem e vídeo: ANAC

MWA realiza campanha de vacinação para animais domésticos em Kassimate e Ndenguindane

Mai 27, 2024 | Numa iniciativa conjunta, a Mozambique Wildlife Alliance, em parceria com a Administração Nacional das Áreas de Conservação ANAC e o Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE), realizou uma campanha de vacinação de animais domésticos nas comunidades de Kassimate e Denguindane, na Namaacha, e na aldeia de Mateus. A campanha exemplificou a abordagem de ‘Saúde Única’ (‘One Health’), uma estratégia holística que reconhece a interconexão entre a saúde animal, humana e ambiental. Ao vacinar os animais de estimação contra doenças como a raiva, o duplo objectivo é proteger a saúde dos animais, mas também mitigar o risco de transmissão de doenças para humanos e a vida selvagem. Adicionalmente, a esterilização de machos ajuda a controlar a população de animais domésticos, reduzindo o número de indivíduos que poderiam contrair doenças caso não fossem vacinados. Segundo a MWA, esta campanha marca o início de uma série de actividades semelhantes planeadas para este ano. O objectivo é realizar mais cinco campanhas até ao final do ano, mantendo o compromisso de melhorar a saúde animal e comunitária em várias regiões de Moçambique. “A campanha mostrou resultados promissores, em grande parte devido às interações positivas que tivemos com as comunidades e as instituições locais. Isso permitiu-nos construir relações fortes, que nos beneficiarão em operações futuras, como a abordagem de conflitos entre humanos e vida selvagem”, garantiu a organização em jeito de balanço desta iniciativa. “Ao fomentar a colaboração e a compreensão mútua, lançamos as bases para soluções sustentáveis que beneficiam tanto as pessoas como a vida selvagem”, acrescentou. No total, foram vacinados 64 cães e 12 gatos. Além disso, 4 cães e 2 gatos passaram por procedimentos de esterilização para ajudar a gerir a população de animais domésticos. Os cuidados abrangentes proporcionados durante a campanha, incluindo desparasitação e esterilização, sublinham a importância de abordar tanto os aspectos preventivos quanto curativos da saúde animal. Ao adotar uma abordagem proativa ao bem-estar animal, promovemos comunidades mais saudáveis e contribuímos para a gestão sustentável do meio ambiente. Fotos: MWA

MWA aplica sistema inovador de geotransmissão em elefante no Zinave

Mai 21, 2024 | A Mozambique Wildlife Alliance (MWA) instalou uma coleira com um inovador sistema de geotransmissão num elefante do Parque Nacional do Zinave. Realizada em colaboração com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), o Endangered Wildlife Trust e a Peace Parks Foundation, a operação resultou no acompanhamento bem-sucedido de um elefante fêmea com a instalação de um dispositivo de rastreamento SAT-VHF de baixo custo. Segundo a MWA, esta tecnologia combina uma coleira VHF convencional com um sistema G-sat, habitualmente utilizado na indústria pecuária. A expectativa é que esta solução híbrida melhore a eficiência do rastreamento, fornecendo dados valiosos a um custo reduzido. A implementação desta nova tecnologia promete não apenas beneficiar o acompanhamento dos elefantes no Parque Nacional do Zinave, mas também servir como um modelo potencial para outros projectos de rastreamento de vida selvagem. A colecta de dados precisos sobre os movimentos e a utilização do habitat pelos elefantes é crucial para desenvolver estratégias de conservação mais eficazes e garantir a sobrevivência a longo prazo desta espécie. A missão também fez história ao capturar e colocar uma coleira num leão macho, a primeira operação deste tipo no parque. A equipa dedicou sete dias intensos utilizando técnicas de isca e chamadas, o que exigiu grande paciência e resiliência. O sucesso desta operação permitirá ao parque monitorizar os movimentos e comportamentos do leão, fornecendo dados essenciais para os esforços de conservação dos leões na região. Fotos: MWA

Moçambique com presença crescente em maior feira de turismo baseado na natureza de Durban

Mai 20, 2024 | A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) liderou a presença de Moçambique na maior Feira Internacional de Turismo de África, a INDABA, realizada em Durban, com o objectivo principal de promover o turismo baseado na natureza e destacar as oportunidades de investimentos nas áreas de conservação do país. A presença da ANAC na feira teve como objectivo apresentar o vasto potencial turístico das áreas de conservação de Moçambique, como destinos de ecoturismo de classe mundial. Durante o evento, a ANAC foi representada pelo Parque Nacional de Maputo e pelo Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, que são exemplos emblemáticos da rica biodiversidade e das oportunidades de turismo sustentável que o país oferece. De acordo com a ANAC, mais de 20 operadores do sector de turismo de Moçambique marcaram presença no INDABA, reforçando a representação do país no evento. A delegação moçambicana foi liderada pela Embaixadora de Moçambique na República da África do Sul, Maria Manuela Lucas, sublinhando a importância da cooperação bilateral e da promoção do turismo como um motor de desenvolvimento económico e conservação ambiental. O INDABA deste ano contou com a participação de cerca de 1.245 expositores de 26 países africanos, demonstrando um crescimento de 14% em comparação ao ano anterior. O evento atraiu aproximadamente 1,1 mil compradores internacionais de 55 países, interessados em explorar e investir nos diversos destinos turísticos que o continente africano tem a oferecer. A participação da ANAC e dos operadores turísticos moçambicanos na feira proporcionou uma plataforma vital para estabelecer novas parcerias, atrair investimentos e promover Moçambique como um destino de ecoturismo de excelência. O evento também permitiu a troca de experiências e conhecimentos com outros países africanos, reforçando o compromisso de Moçambique com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável do turismo. Com uma presença significativa no INDABA, Moçambique continua a consolidar sua posição no cenário internacional de turismo, destacando-se pela sua oferta única de experiências baseadas na natureza e pelo seu compromisso com a preservação dos seus recursos naturais para as futuras gerações. Foto: ANAC

Recolocada coleira em leoa na Reserva Especial do Niassa

Mai 7, 2024 | O Niassa Carnivore Project, a MWA, a ANAC e a WCS uniram esforços para uma nova missão de recolocação de uma coleira de transmissão e monitoria numa Leoa na Reserva Especial do Niassa. Este animal, uma leoa adulta com quatro anos de idade, recebeu uma nova coleira VHF numa operação que foi apoiada pelo Lion Recovery Fund e foi considerada uma missão chave para manter os esforços de conservação das populações de leões que residem actualmente na maior área protegida de Moçambique e uma das maiores de todo o continente africano. De acordo a Mozambique Wildlife Alliance, anteriormente a leoa estava equipada com uma coleira que deixara entretanto de funcionar. Para manter a continuidade dos esforços de monitorização, que incluem o rastreamento de movimentos, comportamentos e interacções dentro da população de leões, a substituição da coleira não operacional foi considerada necessária. Estas coleiras são ferramentas vitais na conservação das populações de vida selvagem, fornecendo dados em tempo real que permitem entender mais sobre a área de distribuição das espécies – neste caso concreto leões – a sua saúde e ecologia. Estes dados são fundamentais para elaborar estratégias que mitiguem conflitos entre leões e as populações locais, melhorando assim a conservação do habitat e protegerem ao mesmo tempo as pessoas que convivem nos mesmo espaços com animais perigosos. Esta tecnologia também desempenha um papel chave na luta contra a caça furtiva. Fotos: MWA

Nova direcção da ANAC chamada a expandir e consolidar rede nacional de áreas de conservação

Abr 30, 2024 | O Governo de Moçambique empossou Pejul Calenga como novo director-geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e Severiano Khoy, como seu adjunto, a quem conferiu a responsabilidade de zelar pela biodiversidade e ecossistemas. Peju Calenga sucedede no cargo a Celmira da Silva. De acordo com a AIM, o Primeiro Ministro, Adriano Maleiane, chamou a nova direcção a expandir e consolidar a rede nacional das áreas de conservação, visando alcançar as metas nacionais e os compromissos internacionais assumidos por Moçambique. Maleiane recomendou ainda o aprimoramento dos mecanismos de prevenção e combate às práticas ilegais de mineração, caça e exploração florestal. Na ocasião Pejul Calenga, novo director-geral da ANAC referiu que “comprometemo-nos a garantir a efectividade de gestão dos 26 por cento de todo o território sob a nossa jurisdição, criando capacidade para que realmente consigamos transformar todas as oportunidades que o capital natural nos oferece para criar benefícios e trazer, obviamente aquilo que a nação moçambicana espera, que é o conjunto composto por benefícios financeiros e também o bem-estar para todas as comunidades que se encontram ao redor das áreas de conservação”. “Estamos sempre focados naquilo que é o desiderato que nos foi imposto, no sentido de garantir a integridade dos recursos naturais. Este é o nosso objectivo primário e vamos trabalhar para que os casos de exploração ilegal venham a diminuir a sua intensidade”, referiu Calenga. No que se refere a uma das missões principais da ANAC, o conflito Homem-animal, o novo director-geral defende que “à medida que reforçarmos a nossa gestão das áreas de conservação, isso culminará com o aumento da população da vida selvagem, de espécies tais como elefantes e crocodilos, animais que estão largamente envolvidos na gestão do conflito”. Por seu turno, Severiano Khoy, garantiu uma “fiscalização cerrada, de forma a reduzir a caça furtiva. Vamos também apoiar, também, as populações, na mitigação do conflito Homem-fauna bravia”. Foto: Andrew Mcdonald/Biofund

Operação confisca e devolve ao oceano 220 kg de Pepinos-do-Mar no Bazaruto

Abr 2, 2024 | Uma acção da African Parks e da ANAC confiscou uma enorme quantidade de Pepinos-do-Mar, espécie próxima às Estrelas do Mar, que tinham como destino o mercado ilegal de animais selvagens. Uns impressionantes 220 kg destes animais foram depois devolvidos ao oceano no Arquipélago do Bazaruto. Os Pepinos-do-Mar, que foram confiscados nas águas do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto nos meses de Janeiro e Fevereiro, como conta a African Parks, desempenham um papel fundamental na estabilização dos ecossistemas marinhos, alimentando-se ao longo do fundo do oceano e filtrando poluentes da água. Apesar de serem parentes das Estrelas-do-Mar, estes invertebrados muitas vezes são subestimados no seu papel ecológico vital. Estes animais marinhos são principalmente comercializados para países da Ásia, onde há uma demanda crescente, onde são vistos como uma iguaria culinária ou onde são consumidos para fins medicinais. No Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto, gerido pela African Parks em parceria com a Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC) desde 2017, a conservação das espécies marinhas é uma prioridade. O parque é um dos santuários marinhos mais importantes ao longo da costa leste da África, abrigando uma variedade de habitats críticos para muitas espécies raras e endémicas. Destaca-se que o Arquipélago de Bazaruto é o único lugar conhecido no oeste do Oceano Índico onde todas as cinco espécies de tartarugas residentes na região fazem os seus ninhos. Além disso, é o lar da última população viável de dugongo do leste africano, uma espécie ameaçada. Entre os habitantes marinhos do parque, estão pelo menos quatro espécies de pepinos-do-mar, todas elas protegidas. Fotos: African Parks

Remoção de cornos como último recurso na protecção dos rinocerontes na Greater Lebombo

Abr 2, 2024 | A ANAC e a Mozambique Wildlife Authority (MWA) avançaram com uma nova operação de remoção de cornos dos rinocerontes reintroduzidos recentemente no Sul de Moçambique. Este último recurso tem como objectivo impedir os ataques de furtivos e assim travar o comércio ilegal de vida selvagem protegendo a espécie. Garantida por uma colaboração entre a ANAC e a MWA, com o apoio do Rhino Recovery Fund, a operação teve lugar na Greater Lebombo Conservancy (GLC) e descornou um total de oito rinocerontes, incluindo cinco machos e três fêmeas. Este procedimento, embora possa parecer drástico à primeira vista, é uma estratégia eficaz na proteção desses animais da ameaça constante da caça furtiva, tal como explica a MWA. Altamente valorizado no mercado ilegal de partes ou de animais selvagens os cornos começaram a ser removidos com o fim de proteger os Rinocerontes de moçambique de um fim trágico que poderia levar ao seu desaparecimento do país. Esta iniciativa visa a protecção da população de rinocerontes na região, desempenhando um papel fundamental na conservação desta carismática espécie de grande porte. Como explica a MWA “a descorna é um procedimento não invasivo realizado por equipas veterinárias com um mínimo de stress para os animais. Como o corno do rinoceronte é composto por queratina, semelhante às unhas humanas, a sua remoção não causa dor ou dano ao rinoceronte”. Esta operação é um exemplo da eficácia das estratégias colaborativas de conservação. Ao unir recursos, conhecimentos e esforços, as partes interessadas podem implementar medidas impactantes para proteger espécies vulneráveis, como é o caso dos rinocerontes. Fotos: MWA

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