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Ossos e Babuínos: Projeto Paleo Primata junta investigadoras de Moçambique e Portugal na Gorongosa

Abr 6, 2022 O Parque Nacional da Gorongosa acaba de revelar um novo vídeo sobre o Projecto Paleo Primata, uma investigação multidisciplinar conduzida por investigadores moçambicanos e internacionais provenientes de áreas como  a geologia, espeleologia, paleontologia, paleobotânica, arqueologia, primatologia, genética e biologia da conservação e que tem o objectivo de ampliar a compreensão da evolução dos primatas O projecto cruza de forma inovadora o estudo dos fósseis com a pesquisa comportamental de um primata em particular, o babuíno. Isto porque, segundo esta investigação, os babuínos podem mostrar como reagiam e lidavam com o meio que os rodeava os nossos antepassados Humanos. “Estamos a usar o passado evolutivo e histórico para responder a questões como quando é que nós aparecemos em África, como é que evoluímos (…) o Parque Nacional da Gorongosa tem uma localização muito especial naquilo que nós chamamos o Vale do Rift Africano. Nesta zona bem como nas grutas da África do Sul têm sido encontrados a maioria dos fósseis e dos vestígios que nos ajudam a reconstruir a história do Homem e dos nossos antepassados” diz Susana Carvalho, a Primatóloga portuguesa da Universidade de Oxford e Directora do Projecto Paleo-Primata do Parque Nacional de Gorongosa. “A posição e ecologia única do Parque permitem que pesquisadores de campos tradicionalmente separados trabalhem lado a lado, colectando dados modernos e pré-históricos necessários para pintar um quadro mais claro do que impulsionou a evolução do ser Humano no passado. (…) O Projecto Paleo-Primata da Gorongosa centra-se no estudo destes primatas modernos, o seu comportamento, genética e anatomia. Ao observar babuínos e as suas adaptações comportamentais à ecologia da Gorongosa, os investigadores estão a investigar como alguns dos nossos próprios ancestrais humanos teriam vivido, incluindo a forma como usaram os recursos nos seus habitats, os tipos de ameaças que enfrentaram e como ultrapassaram essas ameaças e ter sucesso em ambientes semelhantes”, dizem os responsáveis pelo estudo. No terreno, “para a recolha de dados estou a usar um método observacional, especificamente a mostragem focal” explica no vídeo sobre o projeto a Drª. Rassina, a primeira mulher moçambicana primatóloga.

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