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Inaugurados sete novos sistemas de abastecimento de água em Sofala

Jul 2, 2023 | A província central de Sofala, em Moçambique, acaba de ser equipada com sete sistemas de abastecimento de água potável. As instalações, inauguradas nos distritos de Buzi, Nhamatanda e Dondo, substituem as antigas que foram danificadas pelo ciclone Idai em 2019. O esforço de reconstrução que tem vindo a ser realizado pelas autoridades moçambicanas surge no seguimento da destruição causada pelo ciclone tropical, que afetou 600.000 pessoas, incluindo 260.000 crianças, e que deslocou milhares de pessoas devido à destruição das suas casas. Os sistemas de abastecimento de água agora colocados à disposição das populações da região estão equipados com poços multiuso, bem como redes de transporte e distribuição de água potável. As novas instalações complementam os 13 sistemas de abastecimento de água já existentes nos três distritos alvo: Buzi recebeu cinco novas conexões, Nhamatanda uma e Dondo uma. Esta reabilitação faz parte do Programa de Recuperação e Resiliência de Emergência Pós-Ciclone Idai e Kenneth para Moçambique, Malawi e Zimbabwe – (PCIREP no acrónimo em inglês Post Cyclone Idai and Kenneth Emergency Recovery and Resilience Programme), uma iniciativa que reúne diversos países também implementada no Zimbábue e Malawi com o objetivo de restaurar rapidamente meios de subsistência e reconstruir infraestruturas socioeconómicas para enfrentar o impacto de futuros desastres. O PCIREP também aborda a prevenção de riscos de desastres nos setores de estradas, energia, agricultura e pecuária, através da instalação de radares meteorológicos e sistemas de alerta em várias províncias do país da África Oriental, sendo que 11 deles já foram instalados. O Estado de Moçambique está a financiar o PCIREP com o apoio de vários parceiros de desenvolvimento, entre os quais o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que já destinou 52 milhões de dólares ao programa. Foto: paandu.in

Moçambique assegura financiamento do BAD para mitigar efeitos climáticos

Maio 28, 2023 Moçambique obteve garantias de financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para combater os efeitos das mudanças climáticas. O vice-ministro da Economia e Finanças, Amílcar Tivane, revelou que o país poderá recorrer aos apoios da Janela de Ação Climática (Climate Action Window, em inglês), um instrumento do BAD com um total de 8,9 mil milhões de dólares para o período de 2023 a 2025, assim que estiver estruturado. De acordo com Amílcar Tivane, Moçambique conseguiu “assegurar financiamento para áreas de energia, em particular para a mitigação e adaptação em face das mudanças climáticas”, como resultado das reuniões com a vice-presidência do BAD para essa área. “Moçambique pode submeter projetos concretos, logo que esteja pronta a arquitetura deste novo instrumento”, revelou o vice-ministro moçambicano numa breve entrevista à Agência Lusa no Egípto, durante os encontros anuais do BAD, realizados esta semana na cidade de Sharm el Sheikh. “Tivemos uma discussão muito útil, fizemos ouvir a nossa voz para olharmos para as questões do financiamento climático, e não só as questões associadas aos créditos de carbono, às garantias para projetos com componente de crescimento verde”, declarou. Para impulsionar o financiamento climático e promover o desenvolvimento resiliente de África, o BAD e os seus parceiros criaram, em dezembro de 2022, a Janela de Ação Climática. Esta janela destina-se aos países de baixa renda e tem um valor de 8,9 mil milhões de dólares, representando um aumento de 14,24% em relação ao período anterior. Além disso, 429 milhões de dólares são usados como capital para atrair outros investidores, tanto do sector público como do sector privado, com o objectivo de alcançar um total de 13 mil milhões de dólares. Fonte: Sapo/Lusa Foto: manvik.com

Moçambique recebe ajuda para recuperar de choques climáticos

Mar 15, 2023 A Suécia vai doar 19 milhões de dólares nos próximos cinco anos para apoiar a ação climática em Moçambique. O financiamento será realizado pela iniciativa Local Climate Adaptive Living Facility (LoCAL) das Nações Unidas, que visa ajudar as autoridades locais dos países menos desenvolvidos e em desenvolvimento a ter acesso a financiamento climático, capacitação e a assistência técnica de que precisam para responder e adaptar-se às alterações climáticas. O projeto será implementado com o apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Capital (sigla em inglês UNCDF) lançado em 2018 para ajudar os países a atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), segundo avançou a Afrik 21. Moçambique está entre os países africanos mais vulneráveis a desastres naturais e choques climáticos, tendo sido duramente atingido por ciclones e inundações nos últimos anos. De acordo com o UNCDF, a vulnerabilidade da região costeira de Moçambique a ciclones tropicais, secas, inundações e salinização da água potável e das terras agrícolas aumentou de forma constante e severa ao longo dos anos. Desde o início de 2022, Moçambique foi atingido por vários desastres naturais, incluindo a tempestade tropical Ana, a depressão tropical Dumako, o ciclone Gombe e o ciclone Freddy, que atingiram o continente após atingir a ilha de Madagáscar. A iniciativa LoCAL abrange uma gama de áreas essenciais, incluindo educação, água e saneamento e saúde. O projeto permite que as comunidades selecionem os serviços essenciais de que precisam através de um processo de planeamento participativo em diálogo próximo com os governos locais. Em Moçambique, a iniciativa LoCAL está implementada desde 2014 e abrange 33 distritos do país. A Suécia já desembolsou 13,8 milhões de dólares para Moçambique ao abrigo deste programa entre julho de 2018 e dezembro de 2022. Foto: Unicef/Ricardo Franco

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