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COP28 ‘longe dos Combustíveis Fósseis’ mas pouco concreta para o continente africano

Dez 18, 2023 | O presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP28 do Dubai, Sultan Ahmed Al-Jaber, selou um momento histórico com a aprovação do documento final preparado pelo presidente dos Emirados Árabes Unidos para a Conferência de Mudanças Climáticas da ONU em 2023. Pela primeira vez numa COP (Conferência das Partes), o texto abordou um tema que outrora era considerado tabu: os combustíveis fósseis. Como avança o Africa Report, o documento representa um marco significativo, pois expressa a necessidade de uma transição “longe dos combustíveis fósseis”, sinalizando um compromisso global para enfrentar a crise climática. Esta declaração ressalta a urgência de abandonar a dependência de fontes de energia não renováveis, reconhecendo os impactos prejudiciais que os combustíveis fósseis têm no meio ambiente. No entanto, apesar deste passo, a conferência não foi isenta de controvérsias. Uma questão que provocou a ira de muitos representantes africanos foi o comprometimento dos países ricos em ajudar os mais vulneráveis. Sentindo-se incapazes de fazer ouvir suas vozes, os delegados africanos expressaram preocupações sobre a falta de comprometimento financeiro e de recursos por parte das nações mais desenvolvidas. A vulnerabilidade dos países africanos às mudanças climáticas é uma realidade incontestável. Impactos como secas prolongadas, inundações devastadoras e outros fenómenos climáticos extremos têm afectado desproporcionalmente várias nações do continente, exacerbando desafios socio-económicos já existentes. As nações africanas argumentaram que a justiça climática exige uma distribuição equitativa dos ónus e benefícios associados à mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Em muitos casos, esses países contribuíram minimamente para as emissões históricas de gases de efeito estufa, mas enfrentam as piores consequências. Portanto, a pressão sobre as nações industrializadas para cumprirem as suas promessas financeiras e de assistência técnica faz-se agora sentir. Foto: asahi.com

COP28 no Dubai: nações africanas procuram soluções reais para o mundo natural

Dez 4, 2023 | Decorre esta semana no Dubai mais uma Conferência do Clima que junta representantes de todo o mundo para a COP28 para debater medidas de combate à destruição do meio ambiente. Os países africanos esperam assegurar financiamento internacional, dadas as lutas recentes do continente com os efeitos adversos por causas naturais, como os ciclones que afectaram Moçambique nos últimos anos. De acordo com a DW, a 28ª edição da conferência das Nações Unidas junta naquele país do médio oriente milhares de participantes, incluindo representantes governamentais, organizações da sociedade civil e empresas. Na sua intervenção durante a COP28, o Presidente da República, Filipe Nyusi, defendeu, segundo a MZNEWS/Revista Terra a conversão da dívida dos países em desenvolvimento com o ocidente e com as instituições multilaterais, em particular, em financiamento para programas de acção climática: “instamos as diferentes instituições governamentais e não governamentais para aumentarem o financiamento às acções de investigação e de inovação tecnológica, porque, com o conhecimento científico, as comunidades poderão saber como melhor se adaptarem às mudanças climáticas”, disse. Em Moçambique, considerado um dos países mais severamente afectados globalmente, as associações citadas pela DW reclamam por promessas vazias. A associação Justiça Ambiental descreve a COP como um lugar “onde os governos e as empresas de combustíveis fósseis se juntam para fingir que estão a fazer algo para lidar com a crise climática”. Para Carlos Serra, ambientalista, refere que há uma componente de desenvolvimento humano sempre a considerar, mas também de infraestruturas. Consideramos que muitas das infraestruturas não são resilientes. Qualquer fenómeno climático extremo torna-se num problema maior, diz”. Associações e activistas ambientais em todo o mundo têm protestado sobre a urgência de responder à crise climática. Pedem para que esta COP28 não seja apenas mais uma cimeira. A COP28 está programada para encerrar em 12 de dezembro. Rafael Lucas, Presidente da associação angolana Minuto Verde, enfatiza a necessidade urgente de implementar políticas sustentáveis, como a promoção de energias renováveis, incluindo painéis solares, para vitalizar a redução da dependência de combustíveis fósseis. “Angola enfrenta desafios ambientais significativos como o desmatamento, a perda de biodiversidade e pressões sobre os recursos hídricos. É imperativo adotar medidas abrangentes para abordar essas questões””, afirmou o presidente da Minuto Verde à agência Lusa. Por seu turno, Januário Nascimento, Presidente da Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento, antecipa que Cabo Verde apresentará uma agenda rica na conferência, abrangendo tópicos como mobilização da água, transição energética e proteção de áreas marinhas e costeiras. Foto: Reuters/DW

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