Kambaku

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Abr 22, 2024 | Machamba em Marromeu, numa das comunidades junto à Coutada 11, com o apoio da Zambeze Delta Conservation and Antipoaching.

Duas novas chitas reforçam programa de reintrodução da espécie no Delta do Zambeze

Jan 18, 2024 | Foram reintroduzidas com sucesso duas novas chitas no Delta do Zambeze. Estas duas fêmeas desempenharão um papel crucial no crescimento populacional e no sucesso do projecto de reintrodução desta espécie naquela região do centro de Moçambique. O projecto de reintrodução começou em 2022 com a chegada de 12 chitas a uma região em que esta espécie estava virtualmente extinta. Esta história foi contada no documentário “12 Chitas”, num projecto com o mesmo nome, financiado pela Fundação Cabela. Agora, quase dois anos depois, a mesma Fundação Cabela, em parceria com a The Metapopulation Initiative e a Painted Dog TV, que financiou a movimentação destas duas fêmeas, que já começaram a mostrar sinais de adaptação nas planícies alagadas de Coutada 11, segundo publicou a Zambeze Delta Conservation and Anti-Poaching. De acordo com a mesma organização, monitorar chitas no Delta pode ser desafiador, especialmente durante a estação chuvosa mas com o recurso a horas de voo de helicóptero tem sido possível rastrear estes felinos apesar das chuvas restringirem o acesso de veículos. Segundo partilha nas redes sociais, as chitas reintroduzidas tornaram-se familiarizadas com o helicóptero devido a este monitoramento regular. A reintrodução de chitas de volta ao seu antigo habitat em Moçambique é uma conquista que requer uma enorme logística e planeamento. A reintrodução de chitas na Coutada 11 tem o potencial de expandir a área de ocorrência das chitas selvagens em 30%. Este esforço é um passo significativo na preservação da biodiversidade e na restauração do equilíbrio ecológico nesta região única. Foto: Zambeze Delta Conservation and Anti-Poaching

Documentário conta história da reintrodução de 12 Chitas no Delta do Zambeze

Jul 2, 2022 Reintroduzir 12 Chitas de volta ao seu antigo habitat em Moçambique é uma conquista que requer uma enorme logística e planeamento. É essa complexa operação e um conjunto de imagens únicas da introdução destes carismáticos predadores que pode ser visto no filme completo desta realocação de Chitas na região centro de Moçambique do Zambeze que é produzido pela Conservation Film Company. O filme é dirigido pelo cineasta de conservação Sean Viljoen que produziu este mini-doc tendo o Delta do Zambeze, mais concretamente a Coutada 11, como cenário. Estima-se que menos de 7.000 chitas africanas vivam hoje na natureza, tendo a população total diminuído para metade nas últimas quatro décadas. Esta operação juntou diversas organizações e pessoas como a Fundação da Família Cabela (fundada por Dick e Mary Cabela), Ivan Carter, Wildlife Conservation Alliance, ANAC, Endangered Wildlife Trust, African Parks e Zambeze Delta Conservation. A reintrodução de chitas na Coutada 11 tem o potencial de expandir a área de ocorrência das chitas selvagens em 30%. O documentário foi gravado e editado ao longo de três meses e acompanhou a jornada das pessoas envolvidas na reintrodução dos doze carnívoros provenientes da África do Sul e do Malawi no ecossistema do Delta do Zambeze, em Moçambique, onde Chitas nativas são muito raras. A Conservation Film Company adota uma abordagem ágil, exigindo a capacidade de trabalhar rapidamente e discretamente, sem atrapalhar os conservacionistas no seu trabalho. “Esses projetos apresentam sempre dificuldades, devido às viagens e elementos logísticos. Geralmente estamos a filmar em locais remotos ao ar livre. Temos todos estes desafios e estamos muito limitados com a quantidade de equipamento que podemos trazer. E então, há os elementos naturais. Filmar 12 Chitas em Moçambique, com a humidade e as constantes chuvas, é uma tarefa desafiadora”, garantiu a produção. As imagens capturadas por Sean Viljoen no documentário são impressionantes e destacam a necessidade actual de produzir mais documentários sobre a vida selvagem acerca de Moçambique. Através da lente da câmara os espectadores são transportados para as paisagens remotas de Moçambique, onde a jornada das doze Chitas se desenrola. O filme não apenas captura a beleza física da região, mas também explora os esforços humanos por de trás deste projecto de conservação.

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